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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Mais Black Hawk e C-130 para os Emirados Árabes Unidos

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou que a Sikorsky ganhou um contrato de US$ 171 milhões para produzir 14 helicópteros UH-60M Black Hawk para os Emirados Árabes Unidos até o final de de 2012.

A notificação original de uma possível Venda Militar para Países Estrangeiros (FMS) foi feita pela Agência de Cooperação de Defesa e Segurança (DSCA) para o Congresso para mais de 26 helicópteros armados no dia 28 de julho de 2006. Uma notificação adicional da DSCA para 14 aeronaves adicionais foi feita para o Congresso no dia 9 de setembro de 2008, sendo estes configurados para missão de transporte de tropas – parecendo que este último pedido progrediu antes.

A Força Aérea & Defesa Aérea dos Emirados Árabes Unidos (UAE AF&AD) atualmente opera dez helicópteros S-70A Black Hawk na Base Aérea de Al Bateen, próximo à Abu Dhabi.

Adicional aos helicópteros UH-60, a DSCA notificou o Congresso em dezembro para duas possíveis FMS para os Emirados Árabes Unidos, um sendo de US$ 119 milhões para venda de 12 aviões de transporte C-130J-30 mais adicional pacote de apoio logístico e uma segunda para um contrato de US$501 milhões para apoio logístico, treinamento e pacotes de sistemas relativos para os quatro aviões C-17 Globemaster III já encomendados.

Num anúncio feito no dia 25 de fevereiro foi revelado que os aviões C-130J-30 haviam sido selecionados para substituir a atual frota de aeronaves C-130H Hercules da Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos. Espera-se que quatro dessas aeronaves sejam entregues na configuração de reabastecimento aéreo (KC-130J).


General Dynamics Awarded $ 198 milhões para construir 140 tanques M1A1 SA para o Iraque


O E.U. Army Tank Command and Automotive concedeu General Dynamics Land Systems, uma unidade de negócio da General Dynamics (NYSE: GD), um contrato de US $ 198 milhões para construir 140 M1A1 SA (Situational Awareness) tanques para o Iraque.

As melhorias SA para a M1A1 para o Iraque inclui uma segunda geração Forward Looking Infrared (FLIR vista) térmica, a visão de um motorista-viewer térmica potenciador e Tank Urbano Survivability Kit (presa) melhorias, que proporcionam uma melhor protecção da tripulação, em ambientes de guerra urbana. Além disso, os motores desenvolvidos através Total do Exército Motor Integrado de Revitalização (TIGRE) o programa será instalado e sistemas de pulso-jato limpeza do filtro adicionado para melhorar o desempenho, reduzindo as necessidades de manutenção e custos.

.O trabalho será realizado em Lima, Ohio; Scranton, na Pensilvânia; Anniston, Alabama, e Tallahassee, Flórida A data de conclusão do contrato é 31 de maio de 2011.

Fonte:defpro

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sikorsky fechou contrato com o Pentágono para fabricar os S-70B da Marinha do Brasil








O Pentágono anunciou o fechamento de um contrato de US$ 163,8 milhões com a Sikorsky Aircraft Corporation de Stratford, Connecticut, para o fornecimento de quatro helicópteros S-70B de guerra antissubmarino e antissuperfície para o Governo do Brasil, sob o FMS (Foreign Military Sales). O trabalho deve ser concluído em junho de 2012.

Fonte:Poder naval


sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Raytheon recebe Ordem $ 1,1 bilhões de Taiwan para Patriot SAM




Raytheon Company recebeu prêmios Foreign Military Sales contrato de US $ 1,1 bilhão para financiar novas produções do combate comprovada Patriot Mísseis de Defesa Aérea e Sistema de Taiwan. Os prêmios incluem solo hardware do sistema através de um contrato inicial no valor de 965,6 milhões dólares e um contrato inicial de peças de reposição no valor de 134,4 milhões dólares.

O sistema Patriot é um elemento vital para o suprimento de ar superior integrada e capacidades de defesa de mísseis para a proteção de Taiwan", disse Daniel L. Smith, presidente da Raytheon Integrated Defense Systems (IDS)."Raytheon apresentou alta tecnologia, inovação e suporte em Taiwan há mais de 40 anos, e estamos honrados em continuar a parceria, hoje e no futuro".

Os E.U. Aviação do Exército e Missile Command, Redstone Arsenal, no Alabama, emitiu o contrato para a produção de novas unidades de fogo Patriot que irá incluir os novos avanços da tecnologia, o melhor homem-máquina e de vida reduzido os custos do ciclo.

Raytheon é o contratante principal para tanto nacionais como internacionais Patriot Defesa Aérea e Sistemas de Mísseis e integrador de sistemas para Patriot Advanced Capability-3 mísseis. Trabalho no âmbito destes contratos será realizada no Raytheon IDS Centro Integrado de Defesa Aérea, Andover, Massachusetts, El Paso, Texas, e Huntsville, Ala A empresa é apoiada por uma equipe global de fornecedores para o sistema Patriot.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Lockheed confirma adjudicação ao contrato de venda de 24 F-16 ao Marrocos


Lockheed confirma adjudicação ao contrato de venda de 24 F-16 ao Marrocos

By Vinna com informações da AFP

A Lockheed Martin informou que esta em fase de adjudicação um contrato no montante de 841,9 milhões de dólares para a produção de 24 aviões F-16 para o Marrocos cuja a encomenda foi solicitada em 2008, disse o Pentágono.

Lockheed também foi autorizada a fornecer um avançado sistema de guerra eletronica bem como diversos materiais de apoio, informa o comunicado do Pentágono. O valor total do contrato entre os Estados Unidos e o Reino de Marrocos é estimado em cerca de 2,4 bilhões de dólares.


Em setembro o Marrocos havia solicitado aos EUA a venda de novas armas e equipamentos para os seus F-16. Entre outros, o Marrocos solicitou a liberação de venda de pelo menos 20 mísseis AGM-65D Maverick, 60 "Enhanced" Paveway II, GBU-12 kits, 28 armas e M61 Vulcan seis pods SNIPER AN/AAQ-33. O custo total da venda dessas armas e equipamentos é de 187 milhões de euros.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Armas e suporte para os F-16 do Marrocos

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A agência norte-americana para cooperação em segurança e defesa (US Defense Security Cooperation Agency -DSCA) notificou o Congresso dos EUA no último dia 9 de setembro sobre uma possível venda, fia FMS (Foreign Military Sales) para o governo do Marrocos, relacionada a equipamentos de suporte e armamento para os 24 caças F-16 C/D Block 50/52 que a Força Aérea do país adquiriu. O valor estimado da venda é de 187 milhões de dólares.

O Marrocos solicitou 40 lançadores LAU-129A, 20 mísseis ar-superfície AGM-65D MAVERICK, quatro AGM-65D e quatro AGM-65H MAVERICK de treinamento, 60 kits de GBU-12 PAVEWAY II, 28 canhões M61 20mm Vulcan, 28 rádios aerotransportados AN/ARC-238 com HAVEQUICK I/II ou SATURN I/II.

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Também estão incluídos um simulador, 40 trilhos de lançamento LAU-118A, seis Pods designadores AN/AAQ-33 SNIPER com estação de solo, 16 Pods de instrumentação (mais quatro estações de terra) para manobras de combate aéreo (Air Combat Maneuvering Instrumentation - ACMI) oito planejadores de missão (Joint Mission Planning Systems), dois receptores de vídeo operados remotamente, 30 sistemas de alerta radar AN/ALR-93 (Radar Warning Receivers - RWR), 30 óculos de visão noturna AN/AVS-9 (Night Vision Goggles - NGV).

Completam o pacote contêineres, componentes de bombas, equipamentos de suporte, de reparos e de retorno, peças sobressalentes, publicações e documentação técnica, treinamento de pessoal (incluindo equipamento de treinamento), serviços de suporte, engenharia e logística.

FONTE: DSCA (US Defense Security Cooperation Agency)

FOTOS: F-16 norte-americano com pod SNIPER - Lockheed Martin / F-16 lançando AGM-65 Maverick -Raytheon

NOTA do BLOG: as comunicações da DSCA ao Congresso dos EUA são de praxe para vendas de equipamentos via FMS. Para saber mais sobre a compra dos F-16 C/D Block 50/52 pelo Marrocos, à qual esta notícia está relacionada, clique no link abaixo:

Mais seis helicópteros Blackhawk para a FAB


FAB compra mais seis helicópteros Blackhawk
Força passará a ter 16 aeronaves do modelo em operação.

Fonte Defesa Brasil

A Força Aérea Brasileira assinou no último dia 3 de setembro um contrato de compra de seis novos helicópteros UH-60L Blackhawk. O negócio de cerca de 73 milhões de dólares é a segunda compra brasileira deste modelo no ano. Em julho, a FAB já havia contratado outras quatro aeronaves fabricadas pela Sikorsky por cerca de 60 milhões de dólares. Com essas compras, a Força Aérea passará a contar com 16 helicópteros do tipo. Atualmente a FAB possui seis UH-60L Blackhawk em operação.

Com a desativação dos H-1H Huey, prevista para 2010, a compra dos Blackhawk faz parte da renovação da aviação de asas rotativas da FAB. A Força também receberá 18 dos 51 Super Cougar encomendados pelo governo brasileiro no acordo com a França

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Início da produção do SM-6

Standard Missile.jpg

Raytheon recebeu contrato da Marinha dos EUA para fase inicial de produção, em baixa cadência.

No último dia 9 de setembro a Raytheon Company informou que recebeu, da Marinha dos Estados Unidos, o primeiro de uma série de contratos planejados para a produção inicial, em baixa cadência (rate initial production - LRIP), do sistema de mísseis SM-6 (Standard Missile-6).

Esse primeiro contrato, no valor de 93 milhões de dólares, inclui a produção de míssies, de seus contêineres e a entrega de peças de reposição. Segundo a empresa, o programa do SM-6 tem se mantido dentro dos prazos e orçamentos desde seu início, em 2004. As entregas deverão começar no início de 2011.

O sistema SM-6 foi concebido para responder a um requerimento da Marinha dos EUA (US Navy) para um míssil antiaéreo de alcance estendido, capaz de prover capacidade de defesa contra aeronaves de asa fixa e rotativa, veículos aéreos não tripulados e mísseis de cruzeiro antinavio, todos estes alvos na categoria de ameaças além do horizonte. A Raytheon informa que, combinado a um futuro sistema integrado de direção de tiro, o SM-6 oferecerá capacidade de processamento de sinal, controle e guiagem superiores, utilizando modos ativo e semiativo.

FONTE e FOTO (SM-3): Raytheon

quinta-feira, 10 de setembro de 2009


Arábia Saudita poderá comprar mais caças F-15

Fonte: Tecnologia & Defesa

A Arábia Saudita está prestes a firmar um acordo de compra de 72 aviões de combate Boeing F-15 com os Estados Unidos. A iniciativa do país árabe está sendo impelida pelas recentes aquisições de novos aviões de combate pelo Irã, em especial de aeronaves especializadas em ataque. O Pentágono espera que o fornecimento seja aprovado pelo Congresso do país, haja vista a existência de uma crescente preocupação e inquietação dos paises do Golfo Pérsico diante das demonstrações de força por parte do governo de Teerã.

A Força Aérea Saudita emprega atualmente 71 caças F-15S (uma variante saudita do F-15E Strike Eagle), além de 66 F-15C Eagle e 18 F-15D (dois assentos), estes dois últimos utilizados em missões de superioridade aérea.

Especula-se nos meios especializados que o modelo em negociação poderia ser o novo F-15SE Silent Eagle, avião dotado de características stealth, como compartimento para acomodação de armas internamente, derivas verticais em “V”, componentes estruturais absorventes de ondas de radar e radar AESA eletronicamente mais “silencioso”.

Se concretizada, essa nova aquisição irá juntar-se à encomenda de 72 aviões de combate Eurofighter Typhoon adquiridos em 2006 e que agora começam a ser entregues.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Aurora Excalibur: Enfim, o Linux é capaz de matar

Aeronave de ataque não tripulada é controlada por dois computadores de bordo rodando Linux
O sistema operacional de Linus Torvalds, enfim, é capaz de matar

Por Antonio Blanc - geek

A companhia norte-americana Parvus Corporation anunciou o primeiro teste de vôo bem-sucedido do Aurora Excalibur, uma aeronave de combate não tripulada desenvolvida sob contrato com a Força Aérea e a Marinha norte-americanas. Capaz de carregar até quatro mísseis Hellfire e voar a 740 km/h, a aeronave carrega dois computadores de bordo que rodam Linux.

Os computadores são dois sistemas embarcados DuraCOR 820, também desenvolvidos pela Parvus. Segundo o site LinuxDevices os computadores tem processador Pentium M de 1.4 GHz, 512 MB ou 1 GB de RAM e 2 GB de memória flash para abrigar o sistema operacional.


As máquinas são “reforçadas” de acordo com os padrões e exigências das forças armadas norte-americanas, tendo maior resistência a variações de temperatura, pressão, choque, umidade e vibração. De acordo com a empresa, os computadores são responsáveis pelo gerenciamento da aeronave e controle de vôo, permitindo ao operador em terra se concentrar apenas no objetivo da missão. Não há detalhes como versão do kernel ou distribuição (se há alguma) usados como base para o software

O Aurora Excalibur pode decolar e pousar verticalmente (VTOL, Vertical Take-Off and Landing) como um caça Harrier, o que combinado ao seu baixo peso (pouco mais de 300 quilos) facilita seu transporte e uso pelas tropas no campo de batalha. Se aprovada, a máquina poderá entrar em serviço junto com outras aeronaves de combate não tripuladas já em uso como o Predator-B (MQ-9 Reaper), desenvolvido pela General Atomics Aeronautical Systems.



segunda-feira, 31 de agosto de 2009

E.U. acusa o Paquistão de modificar ilegalmente anti-mísseis Harpoon navios e aeronaves P-3C



Validação de Nova Deli temores de que Islamabad estava usando E.U. auxílio de segurança para reforçar seu exército contra ele, o governo Obama acusou o Paquistão de modificar ilegalmente o Harpoon anti-míssil dos navios e aeronaves de vigilância marítima P-3C para ataques de terra para uso potencial em relação à Índia, como relatórios DD Índia.

'The New York Times "relata uma história de primeira página que a Administração Obama, apresentou o seu protesto, a este respeito com o Paquistão, o primeiro-ministro Yousuf Raza Gilani, em junho, aumentando a tensão entre os dois países.

Citando fontes anônimas do governo e do Congresso E.U., disse o jornal Washington também tem acusado o Paquistão de modificar fabricação norte-americana de aeronaves P-3C-terra para missões de ataque, outra violação da lei dos Estados Unidos.

Acusação do governo Obama confirma stand Nova Deli de que o auxílio E.U. militar é usado principalmente por parte do Paquistão para fortalecer e construir o seu exército contra a Índia.

domingo, 30 de agosto de 2009

Índia dá início aos testes para a seleção de novo caça

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Já começaram na Índia os ensaios para a seleção do novo caça para a Força Aérea Indiana. Seis fabricantes estão na disputa para vencer o que é considerado um dos maiores contratos de defesa do mundo, no valor de bilhões de dólares.

No sul da cidade de Bangalore, pilotos da Força Aérea Indiana têm realizado surtidas em dois jatos F/A-18E Super Hornets fabricados pela americana Boeing. Os testes começaram na segunda-feira.

Isso marca o início dos ensaios de seis jatos de combate listados como finalistas pela Índia, que planeja adquirir 126 aeronaves novas para modernizar sua Força Aérea.

Outra companhia americana, a Lockheed Martin será a próxima a ter seu produto, o F-16, testado em manobras táticas. Outros que competem pelo contrato bilionário são a Rússia com o MiG 35, a França com o Rafale, Suécia com o Gripen e um consórcio europeu com o Eurofighter Typhoon.

O contrato valerá aproximadamente $12 bilhões, um dos maiores contratos de defesa a ser assinado no mundo.

Um representante da Força Aérea, P.R. Singha, disse que os ensaios serão conduzidos em estágios diferentes ao decorrer de um ano. Alem de Bangalore, os jatos serão testados em diferentes zonas climáticas. No deserto estado de Rajastão e nas montanhas do Himalaia. O estágio final dos ensaios prevê o uso de sistemas de armas nos jatos de combate.

"Esta lá no calendário, será um após o outro, as seis aeronaves e os três locais diferentes, Bangalore, Jaisalmer e Leh" Explicou Singha. "Nós temos o setor desértico, altas temperaturas, grandes altitudes e baixas temperaturas. Esses três ensaios ocorrerão na Índia, e o restante será realizado no país de origem da aeronave.

Os ensaios serão realizados depois que os pilotos indianos estiverem treinados no uso dos jatos de combate.

A Índia planeja comprar 18 aeronaves inicialmente. O restante será fabricado na Índia sob um acordo que irá incluir transferência de tecnologia à Índia.

Os Estados Unidos esperam que o crescimento das relações com Nova Deli ajudem uma das duas companhias americanas a vencer o contrato.

Rahul Bedi da Jane's Defense Weekly citou que nesse momento é muito difícil dizer qual aeronave está na frente.

"É como uma corrida", disse Bedi, "A maioria dos seis competidores estão em pé de igualdade no que diz respeito ao básico das plataformas. Mas o preço e as considerações políticas irão decidir o vencedor no final de tudo.

Companhias americanas são relativamente novas no mercado de defesa indiano. As Forças Armadas Indianas possuem em sua maioria equipamentos da extinta União Soviética, mas na última década, a Índia tem olhado os países ocidentais na hora de preencher seus requerimentos em defesa. O maior negócio feito com companhias americanas foi a compra de seis aeronaves de transporte militar pela Lockheed Martin. É esperado que a Índia gaste cerca de $30 Bilhões em uma década para modernizar suas Forças Armadas.

Fonte: GobalSecurity

Parceria entre FAB e USAF pesquisa tecnologia que pode revolucionar lançamentos espaciais

Parceria entre FAB e USAF pesquisa tecnologia que pode revolucionar lançamentos espaciais.

Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAv. Foto: FAB

Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAv. Foto: FAB

Fonte: FAB - Via Defesa Brasil

A corrida espacial que possibilitou a chegada do homem à lua, em 1969, foi um dos acontecimentos mais empolgantes do século XX. Ainda que o momento fosse marcado pela Guerra Fria e o medo de um conflito direto entre a União Soviética e os Estados Unidos, a população mundial acompanhou a exploração do espaço como uma saga épica. Hoje, em São José dos Campos (SP), a saga tem continuidade.

No projeto desenvolvido em parceria com o Laboratório da Força Aérea Americana (Air Force Research Laboratory), o Comandante Marco Antônio Sala Minucci [Coronel Engenheiro, diretor], do Instituto de Estudos Avançados do Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (IEAv - CTA), coordena a pesquisa de propulsão a laser. Se o desafio, na década de 50, era mandar o homem para o espaço, hoje, é fazê-lo com maior custo benefício e sem agredir o meio ambiente.

A ideia parece saída de um filme de ficção-científica: aeronaves e foguetes se deslocando no espaço através de um feixe de luz de alta energia. Na prática, vai funcionar do seguinte modo: uma base terrestre projeta a radiação laser na traseira do veículo – que, por sua vez, recebe, da parte dianteira, ar aquecido. Ao entrar em contato com o laser, as moléculas do ar aquecido explodem, empurrando o veículo para frente. Nada de galões de combustível – a fonte de energia é o próprio ar e a eletromagnética.

De acordo com Minucci, atualmente, o peso da carga útil das naves (como satélites a serem colocados em órbita) só pode chegar a 5% da capacidade do foguete. Isso acontece porque o veículo precisa transportar, também, o combustível e o oxidante necessários para o voo. Com a nova tecnologia, estima-se que a nave poderá destinar 50% da sua capacidade ao transporte de carga. “Essa é a grande vantagem. Enquanto o veículo estiver se movimentando na atmosfera, a energia virá da terra. Operações aeroespaciais serão otimizadas”, diz o comandante.

Abolir o uso dos combustíveis fósseis não vai só ajudar a combater o aquecimento global. A viagem será barateada em 100 vezes e vai tornar o espaço mais acessível. Colocar satélites de até 50kg em órbita, por exemplo, passa a ser mais viável. “É um adeus à poluição, ao risco de explosão e a toda aquela parafernália que existe no lançamento de um foguete convencional”, completa Minucci.

Experimentos

Para realizar os ensaios, o Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry T. Nagamatsu, do IEAv, conta com o túnel de vento hipersônico T3. Ele simula as condições de voo a serem encontradas pelo veículo na atmosfera – condições essas que permitem um deslocamento seis vezes mais rápido do que a velocidade do som. O túnel é o único da América do Sul e foi construído em solo brasileiro. Por enquanto, os cientistas realizam experiências com o modelo do veículo parado, e se concentram na focalização do laser na traseira da máquina.

De acordo com o comandante, os testes no túnel devem durar, pelo menos, mais cinco anos. Depois, será desenvolvido um protótipo para testes e ensaios de voo. Conferir um lançamento propriamente dito só será possível entre 2020 e 2025. Com seres humanos a bordo, somente quando se tiver certeza de que a tecnologia é realmente segura.

Parceria

Simultaneamente, outros experimentos são realizados nos Estados Unidos, no Rensselaer Polytechnic Institute (RPI), em Troy, Nova Iorque. A universidade é a mais antiga dos Estados Unidos no campo das pesquisas tecnológicas.

Quem está à frente do programa é o professor Leik Myrabo, o primeiro, no mundo, a fazer voar um veículo utilizando a propulsão a laser. Em 1997, durante experiência em um deserto da Califórnia, Myrabo fez um objeto de 60g subir aproximadamente 100m. Formado em Engenharia Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Minucci fazia o pósdoutorado na RPI, em 1997, quando soube do experimento de Myrabo. Vendo que o conceito era viável, convocou o amigo Paulo Toro e, em 1999, se concentraram nos estudos sobre propulsão a laser no IEAv. “Já tínhamos todos os componentes necessários para fazer ensaios no Instituto, como o túnel de vento hipersônico, o laser e uma divisão voltada para esta área”, lembra Minucci. Em 2000, após uma série de experiências bem sucedidas, a dupla foi contatada pelo laboratório da Força Aérea Americana, que propôs um programa de colaboração, chamado “International Beamed Propulsion Research Collaboration”.

A partir de 2007, a aquisição de lasers de alta potência (fornecidos pelo laboratório americano) e a aprovação do projeto pela FINEP permitiram um avanço nas pesquisas. Em 2008, os cientistas conseguiram guiar um feixe de laser com segurança para o interior do túnel T3 e focá-lo em um objeto, que foi destruído. A potência do laser era de, aproximadamente, 1 gigawatt – o equivalente a 10 milhões de lâmpadas incandescentes. Hoje, são oito pessoas trabalhando no programa do IEAv. Além de trocar e-mails e telefonemas, a equipe recebe visitas periódicas dos pesquisadores americanos.

Origem

A ideia de se usar laser em operações espaciais surgiu nos Estados Unidos, em 1983, durante a Guerra Fria. Em 27 de março, o então presidente Ronald Reagan lançou o Programa de Defesa Estratégica no Espaço (Strategy Defense Initiative), conhecido popularmente como “Programa Guerra nas Estrelas”. Como no filme de George Lucas, de 1977, os EUA tinham como objetivo travar uma batalha contra o inimigo no espaço sideral, com lasers em punho, como cavaleiros jedis. Seria instalado um cinturão de canhões em volta do globo terrestre, capaz de detectar e destruir mísseis inimigos antes que eles atingissem seu alvo.

Na prática, o programa bilionário não fez grandes avanços, mas continua recebendo verbas do governo – e, consequentemente, críticas de organizações humanitárias como o Greenpeace. Mas Minucci ressalta um ponto positivo do programa: as pesquisas ajudaram a viabilizar a tecnologia de propulsão a laser. “As técnicas em ótica, que seriam usadas para focalizar o feixe do laser no alvo a ser destruído, foram aproveitadas por nós”, revela.


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