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domingo, 3 de janeiro de 2010

Exército assina acordo que pode viabilizar novo blindado sobre lagartas nacional

Arte ilustrativa, não se trata do modelo em questão, Imagem: Turbo Squid

Da Redação

O Exército Brasileiro, através do Comando Logístico (COLOG), representado pelo Diretor de Material, General Mayer, assinou na última terça-feira (29/12) um contrato no valor de R$ 94,5 milhões com a Fundação Ricardo Franco destinado à execução de serviços de engenharia, de natureza logística e tecnológica, para desenvolvimento, implantação e operação de um Sistema Logístico Integrado (SLI) de apoio à vida útil da família de carros de combate Leopard 1.

O acordo, que tem duração de cinco anos, também prevê a implantação de linhas de pesquisa destinadas a apoiar o desenvolvimento de um futuro blindado brasileiro de transporte de pessoal sobre lagartas.

O Exército Brasileiro está desenvolvendo atualmente, em conjunto com a Iveco, uma nova viatura blindada sobre rodas, chamada de VBTP-MR Guarani.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Exército Brasileiro adquire viaturas de apoio ao sistema Astros II e moderniza os Panteras

Exército Brasileiro adquire viaturas de apoio ao sistema Astros II e moderniza os Panteras

Fonte: DefesaBrasil - Via: Plano Brasil


O Exército Brasileiro contratou a Avibrás para a aquisição de uma viatura AV-VCC e duas AV-PCC, que são viaturas 4×4 baseadas no chassi Unimog U2150L com blindagem leve, navegação por GPS e possibilidade de uso de uma metralhadora 7,62 ou .50 no teto para defesa pessoal.

As viaturas são para apoio ao sistema de artilharia por foguetes Astros II, também fabricado pela Avibrás. O AV-PCC é um posto de Comando e Controle de Bateria, já o AV-VCC é um posto de Comando e Controle de Regimento, e foram adquiridos por R$ 13.900.00,00.

Viaturas AV-VCC e AV-PCC são postos de comando e controle de regimento e de bateria respectivamente.

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Segundo publicação no Diário Oficial, intenção é a “reconstrução/modernização” de 34 aeronaves AS365K(HM-1).

Foi publicado hoje no Diário Oficial da União o Extrato de Inexigibilidade de Licitação referente a “reconstrução/modernização” de 34 aeronaves AS365K(HM-1) Pantera para a Aviação do Exército.
O contrato para as modernizações, no valor de R$ 375.803.725,00, foi assinado com a Helibrás para a execução do serviço que a princípio não tem detalhes divulgados, mas foi publicado também no Diário Oficial da União o extrato relativo a aquisição de motores Arriel 2C2-CG com FADEC para a modernização dos helicópteros AS365K(HM-1).


O contrato de aquisição dos motores foi assinado com a Turbomeca do Brasil no valor de R$ 113.267.396,00.

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Contrato envolve 2.044 unidades do VBTP-MR em um período de 20 anos e é avaliado em R$ 6 bilhões

O Exército Brasileiro e a Iveco Latin America assinaram hoje, 18 de dezembro, acordo para a construção de 2.044 unidades do modelo base da nova família de Veículos Blindados para o Transporte de Pessoal Médio Sobre Rodas (VBTP-MR). Os veículos substituirão os antigos modelos Urutu hoje utilizados pelas Forças Armadas brasileiras. O contrato tem valor previsto de R$ 6 bilhões em 20 anos.

A fabricação do lote de 2.044 unidades tem início previsto para 2012, com término em 2.030. A produção dos modelos acontecerá no Brasil, com alto índice de conteúdo local, o que contribuirá para desenvolver a indústria de defesa nacional. A responsabilidade pela produção será da Iveco. A cadeia produtiva deverá envolver, no País, cerca de 110 fornecedores diretos e até 600 fornecedores indiretos.

O acordo foi assinado em cerimônia realizada no Quartel General do Exército, em Brasília, pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General de Exército Fernando Sérgio Galvão, e o presidente da Iveco Latin America, Marco Mazzu. Também participaram do evento o Comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri, e o presidente da Iveco Defense Vehicles, Pietro Borgo.

O Projeto VBTP está alinhado com o segundo eixo estruturante da Estratégia Nacional de Defesa, relativo à reorganização da indústria nacional de material de defesa, para assegurar que o atendimento das necessidades de equipamento das Forças Armadas brasileiras esteja apoiado em tecnologias sob domínio nacional, proporcionando a geração de empregos diretos e indiretos no País.

Para o Exército Brasileiro, o projeto VBTP-MR significa aumentar a operacionalidade da Força Terrestre, incrementando sua capacidade de atuação nas diversas missões onde a utilização desse tipo de veículo é adequada, apresentando configurações diferentes (transporte de pessoal, reconhecimento, socorro, ambulância, etc) para atender às diversas necessidades operacionais.

DESENVOLVIMENTO NACIONAL

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A família VBTP-MR é fruto da licitação promovida pelo Exército em 2007, vencida pela Iveco, montadora de caminhões do Grupo Fiat com fábrica no Brasil. Um dos fatores decisivos na escolha foi a experiência da empresa neste setor, oriunda da divisão mundial Iveco Defense Vehicles, que projeta, produz e comercializa veículos militares, incluindo modelos similares ao VBTP-MR brasileiro.

O VBTP-MR será uma família de veículos de transporte de 18 toneladas, equipada com motor diesel, tração 6×6 e capacidade anfíbia, capaz de transportar 11 militares. As especificações básicas indicam 6,91 metros de comprimento, 2,7 metros de largura e 2,34 metros de altura. O modelo poderá ser equipado com uma torre armada com operação por controle remoto para diversas aplicações diferentes. O modelo pode ser aerotransportado por um avião do tipo Hercules C-130.

Esta família de blindados está em fase de desenvolvimento. O trabalho vem sendo realizado em conjunto pelo Exército Brasileiro (por meio do projeto Mobilidade Estratégia e pelo DCT – Departamento de Ciência e Tecnologia) e a Iveco, responsável pela fabricação do modelo. Estão também envolvidas no projeto a IMBEL (sistema de comunicações), a ELBIT (sistema de armas) e a Usiminas e Villares (desenvolvimento do aço estrutural balístico nacional).

Cerca de 30 engenheiros e técnicos especializados estão diretamente envolvidos no projeto. O primeiro protótipo está em construção em Minas Gerais e fica pronto no primeiro semestre de 2010. Outras 16 unidades de um lote piloto deverão ser produzidas pela Iveco no Brasil entre 2010 e 2012.

Uma maquete em escala real do VBTP-MR foi demonstrada na Latin America Aero & Defense – LAAD (foto acima), a maior feira de equipamentos militares da América Latina, que aconteceu no Rio Centro, no Rio de Janeiro, em abril de 2009.

Fonte: Forças terrestre

terça-feira, 29 de setembro de 2009

‘Tucanos voam para os States’

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vinheta-clippingNesta guerra econômica que se trava entre empresas aéreas estrangeiras e brasileiras, a Embraer acaba de vender para os EUA, nada mais nada menos, que 100 tucanos. E não para por aí. Uma nova remessa de tucanos será vendida para aquele país. A informação foi dada a este colunista pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim.

E em relação ao “blá blá blá” sobre a compra dos jatos supersônicos, ainda não há nada de concreto. Como eu disse, não passa de um “blá blá blá”.

FONTE: http://www.gilbertoamaral.com.br - Via NOTIMP / COLABOROU: Eduardo Farias

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Mais 10 Super Tucano para a Colômbia

Mais Super Tucano para a Colômbia

O governo colombiano está negociando com a Embraer a aquisição de um lote adicional de aeronaves de treinamento avançado e ataque leve EMB-314 Super Tucano.

Segundo informações de fontes confiáveis, seriam 10 aeronaves ao custo total de aproximadamente US$ 70 milhões.

A Força Aérea Colombiana já opera 25 Super Tucanos encomendados em maio de 2005. Essas aeronaves vêm demonstrando uma eficiente performance em missões de patrulhamento do espaço aéreo colombiano, tendo já participado de bem sucedidos ataques contra guerrilheiros das FARC.

sábado, 12 de setembro de 2009

Northrop Grumman selecionada para NaPa 500 da Marinha do Brasil

Foto do Estaleiro INACE (Indústria Naval do Ceará S.A.) mostrando as duas primeiras unidades da nova classe de Navios-Patrulha em construção para a Marinha do Brasil. A foto faz parte de uma matéria especial publicada pelo jornal O POVO, do Ceará, sobre a situação atual da MB. Segundo o jornal, a entrega da primeira unidade será em outubro de 2009. - Fonte: O Povo

Northrop Grumman selecionada para NaPa 500 da Marinha do Brasil


A unidade de negócios Sperry Marine, da companhia estadunidense Northrop Grumman, anunciou hoje (9) ter sido selecionada pela Marinha do Brasil para o fornecimento de sistemas de navegação no estado-da-arte para quatro novos navio-patrulha de 500 toneladas (NaPa 500), com opções para outras seis unidades.

A Sperry Marine irá fornecer sistemas de navegação integrados com base na tecnologia de nova geração VisionMaster FT, incluindo consoles, displays eletrônicos, radares de navegação, sensores de velocidade, gravador de dados de missão e outros subsistemas.


A divisão da Northrop Grumman já foi contratada no passado para fornecer sistemas equivalentes para as duas primeiras unidades dos NaPa 500, construídas pelo estaleiro INACE, de Fortaleza (CE), e que devem ser entregues à Marinha do Brasil até o final deste ano. A empresa está também envolvida em vários contratos para a atualização de sistemas inerciais e radares de navegação em navios brasileiros.

"A seleção da Sperry Marine para ser a fornecedora preferencial de sistemas de navegação para esta nova classe de navios-patrulha contribui para nosso relacionamento de mais de 30 anos com a Marinha do Brasil", disse J. Nolasco DaCunha, vice-presidente da Northrop Grumman Sperry Marine.

Em agosto, foi anunciada a conquista pelo Estaleiro Ilha S.A. (EISA), do grupo Synergy, do contrato da Marinha do Brasil para a construção de quatro NaPa 500 ton. As duas primeiras unidades devem ser entregues em 2011, e as demais, em 2012.

Vencedor de projeto para NaPaOc da MB sai em 2010

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O primeiro NaPaOc (Navio Patrulha Oceânico) da MB deve entrar em serviço em 2011. O quinto e último do primeiro lote, em 2015.

Os cinco NaPaOc devem sair por R$ 800 milhões, valor que inclui a a compra do projeto e a transferência de tecnologia de construção. Os navios serão construídos em estaleiros privados.

O projeto favorito parece ser o de origem alemã (FASSMER OPV 80), de 1.700 toneladas de deslocamento, o mesmo da classe do PZM Piloto Pardo, da Marinha do Chile, mostrado nas fotos.

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De olho no RFI da USAF para 100 aeronaves similares ao Super Tucano, EMBRAER promoverá avião nos EUA



Embraer promoverá Super Tucano nos Estados Unidos

FONTE: Embraer - Via Revista Asas

A Embraer participa pela primeira vez da Exposição Tecnológica e Conferência Aeroespacial Anual da Associação da Força Aérea dos Estados Unidos (AFA - Air Forca Academy). A 24ª edição do evento acontecerá de 14 a 16 de setembro no Gaylord National Hotel & Convention Center em Potomac, National Harbor, Estado de Maryland, a poucos minutos do centro de Washington, D.C. No evento, a Embraer promoverá seu produto de maior sucesso para o mercado de defesa: o Super Tucano, um turboélice de ataque leve e treinamento avançado com um ou dois assentos.

“A Exposição Tecnológica e Conferência Aeroespacial Anual da AFA é um dos eventos mais importantes do setor”, afirma Acir Padilha, Diretor de Marketing e Vendas da Embraer para o Mercado de Defesa. “Por isso, estamos satisfeitos pela oportunidade de promover o Super Tucano, a única aeronave turboélice em produção no mundo, com baixo custo operacional, testada em combate e projetada especificamente para contra-insurgência, conflitos irregulares/não-convencionais e missões diurnas e noturnas, bem como treinamento avançado.”

De um total de 169 aeronaves vendidas até o momento – das quais 99 para a Força Aérea Brasileira (FAB), a Embraer possui pedidos das Forças Aéreas do Chile, Equador, e República Dominicana. O Super Tucano opera atualmente com sucesso nas Forças Aéreas Brasileira e Colombiana, executando vigilância de fronteiras e missões operacionais.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sistemas de navegação Sperry Marine para novos NaPa 500

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A Northrop Grumman, que já havia fornecido os sistemas para as duas unidades em finalização, fornecerá também para as quatro recém-licitadas, com opção para mais seis.

A divisão Sperry Marine da Northrop Grumman Corporation’s informou que foi selecionada, pela Marinha do Brasil, para fornecer sistemas de navegação no estado da arte para quatro novos Navios Patrulha de 500 toneladas (NaPa 500 - classe Macaé) da Força, com opção para mais seis.

Serão fornecidos sistemas integrados baseados na tecnologia de navegação de nova geração VisionMaster FT(tm), incluindo consoles, displays, radares, sensores de direção e velocidade, ecobatímetros, controle de direção, gravadores de missão e outros. Sistemas de fibra óptica MK 27F de referência de atitude e proa serão fornecidos conforme um contrato separado.

A Sperry Marine já havia ganho contratos para fornecer os mesmos sistemas para os dois primeiros NaPa 500, em fase de conclusão para entrega. A empresa informou que tem mais de 30 anos de relacionamento com a Marinha do Brasil.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

‘Reinventando a roda’

Desde que a Marinha do Brasil decidiu dar continuidade ao Programa de Construção de submarinos, uma grande luta foi travada nos bastidores para ver quem é que conseguiria fechar o novo contrato bilionário.

Os alemães, que nos últimos 25 anos ajudaram o Brasil a construir localmente quatro submarinos IKL-209/1400 no AMRJ (foto acima), eram os favoritos. Além de contar com a base já instalada, que precisaria de modificações mínimas para construir seus submarinos U-214, os alemães possuem experiência na transferência de tecnologias para vários países e escala para garantir um produto mais barato.

Mas os franceses, aproveitando-se da troca de comando da Marinha e de uma aproximação do Governo Francês com o Brasileiro, acenaram com a venda de seus submarinos Scorpène e a transferência de tecnologia para o casco de um submarino nuclear.

Enquanto os estaleiros alemães não contavam com apoio de seu Governo no negócio, os franceses contaram com total apoio do seu para a sua proposta.

A tranferência de tecnologia alemã ao Brasil

Tudo o que a Marinha diz que será novo com os franceses, na verdade é uma repetição do que já ocorreu no passado com os alemães.

Quando o Ministro da Defesa diz que não houve transferência de tecnologia ao Brasil para a construção de submarinos ele contradiz tudo o que a Marinha disse até hoje sobre o assunto.

Sobre a construção dos submarinos Tupi segue um texto da Marinha:

“Durante o período de construção do submarino Tupi no estaleiro HDW, um grupo de Engenheiros, Técnicos e Operários, perfazendo um total de 70 funcionários, foi enviado àquele estaleiro para a realização de estágios, de acordo com as suas especializações técnicas. A duração média destes estágios foi de aproximadamente 5 meses. Nesta oportunidade foi possível acompanhar as principais etapas da construção e adquirir os conhecimentos técnicos necessários à realização e construção no Brasil. Todas as informações obtidas no decorrer dos períodos de treinamento dos estagiários foram registrados em inúmeros relatórios, para que pudessem posteriormente, já no Brasil, servirem de fonte de consulta e banco de dados para a preparação das equipes de construção”.

Sobre a transferência da tecnologia do casco resistente:

“A tecnologia de construção do casco resistente, absorvida pela Marinha no estaleiro HDW, foi então implantada na NUCLEP. Isto só pode ser viabilizado através da participação conjunta do pessoal técnico daquela empresa com o pessoal técnico da Marinha que havia sido treinado na Alemanha.”

Sobre a transferência de tecnologia ao pessoal brasileiro para o projeto do submarino brasileiro (SNAC-I), que seria o precursor do submarino nuclear:

O então Ministério da Marinha contratou a HDW / IKL para fornecer um programa de treinamento para a elaboração de um projeto próprio de submarino no Brasil. Para esta finalidade, cerca de 30 engenheiros foram destacados para participar do treinamento durante os anos 1985 e 1986, seguido de uma fase de concepção de projeto entre os anos 1986 e 1990.

Houve treinamento de projeto de submarino no Rio de Janeiro, na forma de palestras, de 1º de abril a 7 de maio de 1985. Foram abordados os assuntos hidrodinâmica, resistência de materiais, termodinâmica, arquitetura naval de submarinos, física e química relacionada a submarinos.

Também foi feito o treinamento de projeto de submarinos na IKL em Lübeck, Alemanha, na forma de palestras, de 20 de maio a 19 de julho de 1985. Foram abordados os assuntos de projeto de casco de submarinos, propulsão, “lay-out” e eletricidade de submarinos.

Entre 5 de agosto a 6 de dezembro de 1985, foram abordados temas sobre mecânica, elétrica, automação e eletrônica, comunicações e sensores/sistemas de combate de submarinos.

Entre janeiro de 1986 e junho de 1990 (54 meses), o treinamento consistiu da Fase de Projeto de Concepção de um projeto próprio, baseado nos requisitos da Marinha do Brasil para um submarino convencional de grande porte, compreendendo as seguintes partes:
1.Estudo de Viabilidade (janeiro de 1986 a março de 1986)
2.Projeto de Concepção (abril de 1986 a dezembro de 1986)
3.Fase Preliminar do Projeto (janeiro de 1987 a maio de 1987)
4.Fase de Projeto de Contrato (julho de 1988 a junho de 1990).

Em 1º de outubro de 1990, todas as atividades foram interrompidas por parte da Marinha do Brasil.

Então, quando o Ministro da Defesa diz que não houve transferência de tecnologia alemã para projetos de submarinos, ele deve estar no mínimo mal informado.

Submarino Nacional I - SNAC-I

‘Jogando fora a água da banheira junto com o bebê’

A impressão que fica é que para justificar a compra dos submarinos franceses, a Marinha resolveu desqualificar seus atuais submarinos e todo o trabalho que já foi feito até agora.

Esquecem-se de que até 2015, os únicos submarinos que farão parte da Força de Submarinos do Brasil serão os 5 classe “Tupi” que foram construídos aqui com transferência de tecnologia alemã.

Uma falácia que está sendo usada é dizer que os alemães não sabem construir um submarino nuclear, pois nunca construíram um. Não mencionam que a Alemanha já construiu um navio de propulsão nuclear e que qualquer casco de submarino convencional com diâmetro suficiente, pode receber uma planta de propulsão nuclear, com pequenas adaptações como blindagem anti-radiação e outros detalhes. Coisas que o Brasil também deverá fazer sozinho, pois a França só vai ajudar no projeto do casco e não na parte nuclear.

Agora que o contrato com a França está prestes a ser assinado, resta-nos torcer para que os atrasos na construção dos submarinos não sejam grandes como estão ocorrendo na Índia e que o projeto do casco do submarino nuclear brasileiro possa fluir de acordo com o cronograma.

E, finalizando, que os futuros governos não interrompam novamente este novo ciclo de construção naval militar, para que não tenhamos novamente que reinventar a roda no futuro.

Bolívia quer importar aviões de combate de Brasil ou China

K-8 Karakorum from Zambia Air Force

Bolívia quer importar aviões de combate de Brasil ou China

Fonte: AFP

A Bolívia fixou a meta de adquirir seis aviões de combate importados de Brasil ou China, informou o ministro da Defesa Walker San Miguel, depois que os Estados Unidos não autorizaram que a República Tcheca fornecesse aeronaves ao país.

"Podem ser os (aviões) chineses ou podem ser os Super Tucano do Brasil. Um dos dois pode ser", afirmou o ministro, citado nesta segunda-feira pelo jornal La Razón, sem dar maiores detalhes sobre as negociações.


O governo de Evo Morales quer que a Bolívia tenha seus primeiros aviões de combate, e desde o ano passado tenta comprar da República Tcheca seis aeronaves de guerra L-159 ALCA, fabricadas com componentes americanos, por 58 milhões de dólares.

No entanto, o próprio presidente boliviano revelou em agosto passado que os Estados Unidos haviam proibido a República Tcheca de vender os aviões para a Bolívia, sem indicar as causas do veto.

A Bolívia também negocia a aquisição de 100 milhões de dólares em armas e equipamento militar da Rússia, que pode vender aos bolivianos um avião Antonov para o uso oficial de Evo Morales, que não possui uma aeronave própria para viajar para fora do país.

Treinador Avançado Chinês Hongdu L-15 Falcon
NOTA: Os Treinadores Chineses L-15 devem ser objeto de análises pelos bolivianos, é importante observar o seguinte: Conhecidência ou não um dos primeiros países interessados nos L-159 foi a Venezuela em 1998 (que financiava a compra pela Bolívia). A compra não se operacionalizou uma vez que os EUA não autorizaram a exportação em razão do motor e da aviônica.


Os Chineses chegaram a oferecer ao custo de 9 milhões de dólares os F-7M Airguard com aviônica básica e HUD do F-16, mas a oferta foi descartada. Interesante que proposta "similar" foi feita pela China em 1987 a Força Aérea Brasileira (veja AQUI)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Oficiais aviadores R1 poderão dar instrução de voo novamente

AFA

A Força Aérea Brasileira (FAB) aproveitará a experiência de pilotos militares que hoje estão na reserva para auxiliar no processo de formação dos seus futuros aviadores.

Segundo o Departamento de Ensino da Aeronáutica (DEPENS), trata-se de uma iniciativa que irá contribuir com as atividades de instrução aérea dos cadetes-aviadores.

Os convocados irão trabalhar com militares da ativa na atual estrutura do Curso de Formação de Oficiais Aviadores da Academia da Força Aérea (AFA).

Os oficiais aviadores da reserva remunerada (R1) interessados serão selecionados pelo Conselho Superior de Ensino da AFA mediante avaliação curricular e realização de teste de aptidão física e inspeção de saúde. Os militares que cumprirem todos os requisitos serão contratados e realizarão o Curso de Padronização de Instrutor de Voo em janeiro de 2010.

Para se inscrever, o interessado deve enviar para o e-mail ttcvoo@afa.aer.mil.br as seguintes informações: currículo com foto, data e número do Boletim do Comando da Aeronáutica que publicou a reserva, a opção pela aeronave de instrução (T-25 ou T-27) e o endereço atualizado e telefones para contato. A divulgação do resultado será feita individualmente, também por e-mail, de acordo com decisão do Conselho Superior de Ensino da AFA.

Terão prioridade os militares que, nesta ordem, foram instrutores da AFA, de unidades da Primeira Força Aérea (FAE I), ou correspondentes, e que ministraram instrução em unidades operacionais da FAB. Mais informações: Subdivisão de Instrução de Voo – (19) 3565-7271.

Fonte: DEPENS/CECOMSAER

domingo, 30 de agosto de 2009

Mais Marruá para o Exército do Equador

Exército do Equador adquire segundo lote de utilitários Marruá

Veículo desenvolvido pela Agrale é 100% nacional.

Fonte: Defesa Brasil

Segundo lote de Agrale Marruá para o Equador. Foto: Mauro Martins

Segundo lote de Agrale Marruá para o Equador. Foto: Mauro Martins

A Agrale, única fabricante de veículos de capital 100% nacional, fez a entrega, no final de agosto, de um novo lote de 12 unidades do Agrale Marruá para o Exército do Equador. Os veículos, do modelo AM20, serão utilizados pelas forças armadas daquele país. Esta é a segunda aquisição de utilitários da marca que o exército equatoriano realiza em menos de seis meses.

Desenvolvido no Brasil para atender às Forças Armadas nacionais, o Agrale Marruá tem sido vendido para exércitos de outros países, devido à sua versatilidade, robustez e baixo custo operacional. No início deste ano, a Agrale entregou outras 18 unidades do Marruá para o Exército do Equador, do modelo AM10-Rec.

Os Agrale Marruá AM20, vendidos para o Equador, são veículos de transporte de carga ou tropa. Equipados com banco auxiliares que permitem transportar até 8 passageiros na carroceria e 2 ocupantes na cabina. Possuem motorização diesel de 132 cv (Euro II), e PBT de 3.500 kg, com capacidade de carga de 750 kg, mais reboque militar de 750 kg, em qualquer terreno. Os modelos apresentam elevada robustez, velocidade máxima de 128 km/h (com velocidade mínima controlada de 4 km/h), fácil manutenção e autonomia de combustível de 900 km.

A imagem “http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/596/imagens/i98864.jpg” contém erros e não pode ser exibida.
A TROPA DE ELITE DA AGRALE: o Marruá é comercializado nas versões de patrulha, transporte de tropas e ambulância

Produzido pela montadora na cidade de Caxias do Sul (RS), de acordo com as especificações das Forças Armadas, o Agrale Marruá conta com 100% de componentes nacionais. A Agrale também comercializa os Marruá desenvolvidos para uso civil em serviços severos como na mineração, manutenção de redes elétrica, serviços públicos e reflorestamento, entre outros.

Parceria entre FAB e USAF pesquisa tecnologia que pode revolucionar lançamentos espaciais

Parceria entre FAB e USAF pesquisa tecnologia que pode revolucionar lançamentos espaciais.

Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAv. Foto: FAB

Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAv. Foto: FAB

Fonte: FAB - Via Defesa Brasil

A corrida espacial que possibilitou a chegada do homem à lua, em 1969, foi um dos acontecimentos mais empolgantes do século XX. Ainda que o momento fosse marcado pela Guerra Fria e o medo de um conflito direto entre a União Soviética e os Estados Unidos, a população mundial acompanhou a exploração do espaço como uma saga épica. Hoje, em São José dos Campos (SP), a saga tem continuidade.

No projeto desenvolvido em parceria com o Laboratório da Força Aérea Americana (Air Force Research Laboratory), o Comandante Marco Antônio Sala Minucci [Coronel Engenheiro, diretor], do Instituto de Estudos Avançados do Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (IEAv - CTA), coordena a pesquisa de propulsão a laser. Se o desafio, na década de 50, era mandar o homem para o espaço, hoje, é fazê-lo com maior custo benefício e sem agredir o meio ambiente.

A ideia parece saída de um filme de ficção-científica: aeronaves e foguetes se deslocando no espaço através de um feixe de luz de alta energia. Na prática, vai funcionar do seguinte modo: uma base terrestre projeta a radiação laser na traseira do veículo – que, por sua vez, recebe, da parte dianteira, ar aquecido. Ao entrar em contato com o laser, as moléculas do ar aquecido explodem, empurrando o veículo para frente. Nada de galões de combustível – a fonte de energia é o próprio ar e a eletromagnética.

De acordo com Minucci, atualmente, o peso da carga útil das naves (como satélites a serem colocados em órbita) só pode chegar a 5% da capacidade do foguete. Isso acontece porque o veículo precisa transportar, também, o combustível e o oxidante necessários para o voo. Com a nova tecnologia, estima-se que a nave poderá destinar 50% da sua capacidade ao transporte de carga. “Essa é a grande vantagem. Enquanto o veículo estiver se movimentando na atmosfera, a energia virá da terra. Operações aeroespaciais serão otimizadas”, diz o comandante.

Abolir o uso dos combustíveis fósseis não vai só ajudar a combater o aquecimento global. A viagem será barateada em 100 vezes e vai tornar o espaço mais acessível. Colocar satélites de até 50kg em órbita, por exemplo, passa a ser mais viável. “É um adeus à poluição, ao risco de explosão e a toda aquela parafernália que existe no lançamento de um foguete convencional”, completa Minucci.

Experimentos

Para realizar os ensaios, o Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry T. Nagamatsu, do IEAv, conta com o túnel de vento hipersônico T3. Ele simula as condições de voo a serem encontradas pelo veículo na atmosfera – condições essas que permitem um deslocamento seis vezes mais rápido do que a velocidade do som. O túnel é o único da América do Sul e foi construído em solo brasileiro. Por enquanto, os cientistas realizam experiências com o modelo do veículo parado, e se concentram na focalização do laser na traseira da máquina.

De acordo com o comandante, os testes no túnel devem durar, pelo menos, mais cinco anos. Depois, será desenvolvido um protótipo para testes e ensaios de voo. Conferir um lançamento propriamente dito só será possível entre 2020 e 2025. Com seres humanos a bordo, somente quando se tiver certeza de que a tecnologia é realmente segura.

Parceria

Simultaneamente, outros experimentos são realizados nos Estados Unidos, no Rensselaer Polytechnic Institute (RPI), em Troy, Nova Iorque. A universidade é a mais antiga dos Estados Unidos no campo das pesquisas tecnológicas.

Quem está à frente do programa é o professor Leik Myrabo, o primeiro, no mundo, a fazer voar um veículo utilizando a propulsão a laser. Em 1997, durante experiência em um deserto da Califórnia, Myrabo fez um objeto de 60g subir aproximadamente 100m. Formado em Engenharia Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Minucci fazia o pósdoutorado na RPI, em 1997, quando soube do experimento de Myrabo. Vendo que o conceito era viável, convocou o amigo Paulo Toro e, em 1999, se concentraram nos estudos sobre propulsão a laser no IEAv. “Já tínhamos todos os componentes necessários para fazer ensaios no Instituto, como o túnel de vento hipersônico, o laser e uma divisão voltada para esta área”, lembra Minucci. Em 2000, após uma série de experiências bem sucedidas, a dupla foi contatada pelo laboratório da Força Aérea Americana, que propôs um programa de colaboração, chamado “International Beamed Propulsion Research Collaboration”.

A partir de 2007, a aquisição de lasers de alta potência (fornecidos pelo laboratório americano) e a aprovação do projeto pela FINEP permitiram um avanço nas pesquisas. Em 2008, os cientistas conseguiram guiar um feixe de laser com segurança para o interior do túnel T3 e focá-lo em um objeto, que foi destruído. A potência do laser era de, aproximadamente, 1 gigawatt – o equivalente a 10 milhões de lâmpadas incandescentes. Hoje, são oito pessoas trabalhando no programa do IEAv. Além de trocar e-mails e telefonemas, a equipe recebe visitas periódicas dos pesquisadores americanos.

Origem

A ideia de se usar laser em operações espaciais surgiu nos Estados Unidos, em 1983, durante a Guerra Fria. Em 27 de março, o então presidente Ronald Reagan lançou o Programa de Defesa Estratégica no Espaço (Strategy Defense Initiative), conhecido popularmente como “Programa Guerra nas Estrelas”. Como no filme de George Lucas, de 1977, os EUA tinham como objetivo travar uma batalha contra o inimigo no espaço sideral, com lasers em punho, como cavaleiros jedis. Seria instalado um cinturão de canhões em volta do globo terrestre, capaz de detectar e destruir mísseis inimigos antes que eles atingissem seu alvo.

Na prática, o programa bilionário não fez grandes avanços, mas continua recebendo verbas do governo – e, consequentemente, críticas de organizações humanitárias como o Greenpeace. Mas Minucci ressalta um ponto positivo do programa: as pesquisas ajudaram a viabilizar a tecnologia de propulsão a laser. “As técnicas em ótica, que seriam usadas para focalizar o feixe do laser no alvo a ser destruído, foram aproveitadas por nós”, revela.


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Helibras entrega seu 500º helicóptero ao estado do Acre

Fonte: Revista Asas

A Helibras entregou ontem seu 500º helicóptero ao governador do Estado do Acre, Binho Marques. O ato aconteceu no estande da Helibras na Interseg 2009 – Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para Segurança Pública, considerada o maior evento de negócios do setor na América do Sul, de 25 a 27 de agosto, em Brasília. A aeronave modelo Esquilo AS 350 B2, que estava em exposição na feira, será o primeiro helicóptero da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Acre. A Helibras é líder no segmento de segurança pública e defesa civil, com 81% de participação.

Para o presidente da Helibras Eduardo Marson Ferreira, a entrega do 500º helicóptero é um marco para a história da empresa. “Há trinta e um anos produzimos no Brasil aeronaves com a mesma tecnologia da Europa. Isso mostra que somos referência no mundo, ao oferecer equipamentos inovadores e na prestação diferenciada de serviços associados".

Segundo o diretor comercial da Helibras, Julien Négrel, o helicóptero vai atender às necessidades de segurança na fronteira do Acre com o Peru e a Bolívia e no interior do estado, bem como às demandas relacionadas a desastres naturais como enchentes e incêndios florestais, apoio a moradores de localidades isoladas, ações desencadeadas pela Vigilância Sanitária, ocorrências de trânsito e transporte de pacientes graves e de órgãos. “A aeronave é considerada ‘multimissão’ por se adequar aos mais diversos tipos de serviço. Está equipada com o que há de mais moderno em termos de sistemas de navegação, integrando mapas eletrônicos, computador de bordo, rádio multifrequencia”, afirma. Ele informa ainda que o contrato inclui treinamento de pilotos e manutenção.

A aeronave foi adquirida através de um convênio entre o governo do estado do Acre e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, no âmbito do Pronasci - Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), no valor de R$ 6,9 milhões.

Nelson Jobim diz que submarinos franceses ficam prontos até 2021

Agência Brasil - O Globo

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou nesta quinta-feira que os cinco submarinos que o Brasil construirá em parceria com a França ficarão prontos até 2021. De acordo com Jobim, serão fabricados quatro submarinos convencionais e um nuclear.

Ele destacou que, neste último caso, o Brasil vai produzir o propulsor nuclear e a França vai transferir toda a tecnologia não nuclear para o país.

- Isso (tecnologia nuclear) não se transfere para ninguém. Nenhum país transfere tecnologia nuclear para outro - ressaltou o ministro, ao participar de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado.

A construção dos submarinos faz parte de acordo firmado em dezembro do ano passado pelos dois países, que visa à transferência de tecnologia militar francesa para o Brasil.

Scorpène tem histórico de atrasos e falhas técnicas na Índia e no Chile (o U-214 também)

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Índia e Chile têm ressalvas a submarino da França

Valor Econômico - Daniel Rittner

O submarino de propulsão diesel-elétrica Scorpène tem histórico de atrasos e falhas técnicas na Índia e no Chile

O submarino de propulsão diesel-elétrica Scorpène, que faz parte de um pacote de € 6,8 bilhões fechado pelo governo brasileiro com a estatal francesa DCNS, tem retrospecto de atrasos e falhas técnicas na Índia e no Chile, dois países que operam esse equipamento. A Marinha da Índia fechou contrato em 2005 para a compra de seis submarinos, por US$ 3,9 bilhões, que previa a entrega de uma unidade por ano a partir de 2012. O programa acumula dois anos de atraso e seus custos aumentaram em pelo menos 10%. A Armada do Chile, que encomendou dois aparelhos em 1997, admitiu ter enfrentado alguns problemas com a primeira unidade por causa de uma infiltração de água pelo sistema de resfriamento.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, deve assinar o contrato de € 6,8 bilhões com o Brasil durante visita oficial ao país na primeira semana de setembro. A França participará apenas com a parte não-nuclear do projeto, já que a Marinha do Brasil está desenvolvendo integralmente o reator atômico do futuro submarino.