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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Índia abre negociações com a Rússia sobre a aeronave stealth PAK FA

Caça Sukhoi T-50 PAK FA taxiando para seu primeiro voo.

Após favorecer os Estados Unidos nas recentes aquisições de equipamentos militares de alta tecnologia, a Índia agora volta-se para Rússia, sua antiga fornecedora, para o novo caça de quinta geração PAK FA (FGFA na Índia), o qual possui características stealth, e que efetuou seu primeiro voo no dia 29 de janeiro (veja aqui no Cavok).

A Índia assinou um acordo com a Rússia para o desenvolvimento conjunto dessa aeronave, mas para finalizar o acordo a Índia começaria a participar somente quando mais de 70% da aeronave estivesse desenvolvida pela equipe da Sukhoi Design Bureau. Agora a Índia planeja entrar no projeto em definitivo, e está discutindo um cronograma de desenvolvimento para os próximos anos e também o número de aeronaves que serão adquiridas).

Embora os níveis de sua força estarem se esgotando, a Força Aérea da Índia quer garantir que as substituições sejam as melhores da região. As 250 aeronaves de caça Sukhoi-30MKI adicionais que serão introduzidas gradualmente durante a próxima década estão no orçamento, e outras 126 aeronaves de combate, as quais estão sendo avaliadas pela Índia entre seis fornecedores, estão em andamento.

O PAK FA, considerado com o competidor do caça F-22 Raptor, desenvolvido pelos EUA, é aguardado pera entrar em produção nos próximos 5 anos. A característica principal dessa nova aeronave é sua capacidade steath: os radares terão dificuldade em localizar a aeronave. Ele terá a capacidade de decolar de pistas curtas e permanecer no ar por mais tempo que os atuais caças dos inventários das forças aéreas no mundo. O que atraiu a Índia para o projeto foi outro fator, o custo, pois o PAK FA é muito mais barato do que o caça F-22.

Além de discutir a aeronave de caça, a Índia negocia com a Rússia a aquisição de mais unidades de tanques T-90, as versões navais do caça MiG-29, o fornecimento de vários Sukhoi-30MKI e um projeto de aeronave de transporte multi-missão.

Os dois países chegaram num acordo para o valor de modernização do porta aviões Gorshkov. E a Rússia está confiante em entregar mais fragatas para Marinha da Índia, além de transferir um submarino nuclear para Índia na metade de 2010.

Recentemente a Índia favoreceu os Estados Unidos quando adquiriu aeronaves de transporte militar e de reconhecimento marítimo de empresas norte americanas que também estão na competição para fornecer helicópteros e aeronaves de reabastecimento em voo. Mas os oficiais da Índia dizem que a lista de opções com a Rússia é mais longa e mais variada.

Fonte: The Hindu Post – Tradução e Adaptação do texto: Cavok

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

SSN ‘Nerpa’ conclui testes de mar e será entregue à Índia


O SSN russo Nerpa (K-152) concluiu com sucesso os testes de mar, informou uma autoridade militar daquele país nesta segunda-feira (28/12) à agência de notícias Ria Novosti.

O Nerpa foi arrendado para a Marinha da Índia por U$ 650 milhões durante um período de dez anos. Mas antes de ser entregue, ele será comissionado na Marinha da Rússia no estaleiro Amur. Na Índia o Nerpa será rebatizado como INS Chakra.

Em novembro do ano passado o SSN sofreu um grave acidente a bordo enquanto realizava provas de mar. Das 208 pessoas a bordo, 17 homens faleceram. Os custos do seus reparos foram avaliados em U$ 65milhões.

FONTE: RIA Novosti

NOTA DO BLOG: a idéia de operar um submario nuclear arrendado antes de possuir o próprio é bastante interessante. A própria Índia já havia operado um SSGN da classe ‘Charlie’ entre 1988 e 1991. A questão é saber quem estaria disposto a arrendar um para o Brasil?

domingo, 30 de agosto de 2009

Índia dá início aos testes para a seleção de novo caça

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Já começaram na Índia os ensaios para a seleção do novo caça para a Força Aérea Indiana. Seis fabricantes estão na disputa para vencer o que é considerado um dos maiores contratos de defesa do mundo, no valor de bilhões de dólares.

No sul da cidade de Bangalore, pilotos da Força Aérea Indiana têm realizado surtidas em dois jatos F/A-18E Super Hornets fabricados pela americana Boeing. Os testes começaram na segunda-feira.

Isso marca o início dos ensaios de seis jatos de combate listados como finalistas pela Índia, que planeja adquirir 126 aeronaves novas para modernizar sua Força Aérea.

Outra companhia americana, a Lockheed Martin será a próxima a ter seu produto, o F-16, testado em manobras táticas. Outros que competem pelo contrato bilionário são a Rússia com o MiG 35, a França com o Rafale, Suécia com o Gripen e um consórcio europeu com o Eurofighter Typhoon.

O contrato valerá aproximadamente $12 bilhões, um dos maiores contratos de defesa a ser assinado no mundo.

Um representante da Força Aérea, P.R. Singha, disse que os ensaios serão conduzidos em estágios diferentes ao decorrer de um ano. Alem de Bangalore, os jatos serão testados em diferentes zonas climáticas. No deserto estado de Rajastão e nas montanhas do Himalaia. O estágio final dos ensaios prevê o uso de sistemas de armas nos jatos de combate.

"Esta lá no calendário, será um após o outro, as seis aeronaves e os três locais diferentes, Bangalore, Jaisalmer e Leh" Explicou Singha. "Nós temos o setor desértico, altas temperaturas, grandes altitudes e baixas temperaturas. Esses três ensaios ocorrerão na Índia, e o restante será realizado no país de origem da aeronave.

Os ensaios serão realizados depois que os pilotos indianos estiverem treinados no uso dos jatos de combate.

A Índia planeja comprar 18 aeronaves inicialmente. O restante será fabricado na Índia sob um acordo que irá incluir transferência de tecnologia à Índia.

Os Estados Unidos esperam que o crescimento das relações com Nova Deli ajudem uma das duas companhias americanas a vencer o contrato.

Rahul Bedi da Jane's Defense Weekly citou que nesse momento é muito difícil dizer qual aeronave está na frente.

"É como uma corrida", disse Bedi, "A maioria dos seis competidores estão em pé de igualdade no que diz respeito ao básico das plataformas. Mas o preço e as considerações políticas irão decidir o vencedor no final de tudo.

Companhias americanas são relativamente novas no mercado de defesa indiano. As Forças Armadas Indianas possuem em sua maioria equipamentos da extinta União Soviética, mas na última década, a Índia tem olhado os países ocidentais na hora de preencher seus requerimentos em defesa. O maior negócio feito com companhias americanas foi a compra de seis aeronaves de transporte militar pela Lockheed Martin. É esperado que a Índia gaste cerca de $30 Bilhões em uma década para modernizar suas Forças Armadas.

Fonte: GobalSecurity

Exército da Índia recebe os primeiros T-90 fabricados localmente

A indústria de defesa indiana entregou na semana passada os dez primeiros tanques T-90 Bhishma de produção local.

O exército indiano já havia sido o primeiro cliente externo do tanque russo T-90, que está em serviço nas forças armadas russas desde meados dos anos 90. A Índia havia encomendado 310 unidades do T-90 em 2001, após atrasos no desenvolvimento de seu próprio projeto, o Arjun e depois do rival Paquistão ter adquirido um lote de tanques do modelo T-80 ucraniano.

Igualmente, havia sido assinado um acordo de fabricação local, autorizada, de um lote maior, de mil unidades do T-90. Mas por causa da relutância russa na transferência de tecnologia, a Índia se viu forçada a comprar outros 300 tanques da Rússia no ano passado. A produção dos T-90 sob licença já havia sido interrompida devido a divergências diversas na transferência de tecnologias críticas à Índia, fato este que foi resolvido no final de 2008.

A fábrica indiana de veículos pesados, localizada perto de Chennai, planeja produzir cerca de 100 tanques por ano. O modelo T-90 indiano possui sofisticados conjuntos de defesa contra armas químicas, biológicas e nucleares. É equipado com um canhão de 125 mm com carregador automático, o que aumenta a frequencia de disparos, possui ainda uma metralhadora anti-aérea de 12,7 mm e uma co-axial de 7,6 mm compatível com sistemas de observação de alta precisão. Também pode receber proteções blindadas ativas e reativas.