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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Até quanto a Dassault poderá baixar o preço do Rafale?

A Dassault Aviation tem como acionistas o Dassault Group (50,55%) , EADS (46,32%) e investidores privados (3,13%).

Dassault Aviation

Os gráficos abaixo mostram os números disponíveis no relatório dos resultados financeiros da Dassault Aviation, apresentado em julho de 2009:

Dassault results 2009 1

Dassault results 2009 2

Os números mostram um declínio nas encomendas e nas vendas dos jatos da Dassault, por causa da crise financeira mundial. Para piorar a situação, na área militar, o Rafale não emplacou nenhuma venda até o momento, o que poderia ajudar a melhorar os resultados a médio prazo.

Para vender o Rafale ao Brasil, a Dassault não poderá fazer um preço muito diferente do praticado com o Governo Francês (€64 milhões por unidade). Não podemos esquecer que a empresa tem que prestar contas aos seus acionistas.

Fonte:Poder Aereo

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

FX-2: FAB prefere caça sueco a francês

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FAB prefere caça sueco a francês


O caça francês Rafale, da empresa Dassault, ficou em terceiro e último lugar no relatório técnico que a Aeronáutica entregou ao ministro Nelson Jobim (Defesa) sobre o projeto de compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira. O Gripen NG, da sueca Saab, foi o mais bem avaliado, e o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, ficou em segundo. O resultado tende a gerar constrangimentos no governo e mais atrasos para a decisão sobre o projeto.

ELIANE CANTANHÊDE - Folha de São Paulo


O caça francês Rafale, da empresa Dassault, ficou em terceiro e último lugar no relatório técnico que o Comando da Aeronáutica entregou ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, sobre o projeto FX-2, de renovação da frota da FAB. O Gripen NG, da sueca Saab, ficou em primeiro lugar na avaliação, e o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, em segundo.

O resultado tende a gerar constrangimentos no governo e mais atrasos para a decisão final sobre o projeto de compra de 36 caças, ao contrapor a avaliação técnica da Aeronáutica pró-suecos à preferência política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da área diplomática pela oferta que foi apresentada pelos franceses

A decisão pró-Rafale chegou a ser anunciada em nota conjunta assinada pelos presidentes Lula e Nicolas Sarkozy, em setembro passado, mas o governo brasileiro recuou depois da repercussão negativa na FAB e entre os concorrentes, já que a avaliação técnica nem sequer havia sido concluída.

Agora, o governo está num impasse: ou passa por cima do relatório da FAB e fica com os Rafale, ou desagrada o governo francês e opta pelo Gripen NG. Formalmente, o presidente Lula está liberado para escolher qualquer um dos três.

Conforme a Folha apurou, o "sumário executivo" do relatório da FAB, com as conclusões finais das mais de 30 mil páginas de dados, apontou o fator financeiro como decisivo para a classificação do caça sueco: o Gripen NG, até por ser monomotor e ainda em fase de projeto (se baseia no Gripen atual, uma versão inferior em performance), é o mais barato dos três concorrentes finais.

A diferença de valores é tanto no quesito preço do produto como no custo de manutenção. A Saab diz que ofereceu o Gripen pela metade do preço do Rafale, ou seja, algo na casa dos US$ 70 milhões. Afirma que a hora-voo de seu avião é quatro vezes menor do que a do francês, o que a Dassault rejeita: como o Rafale tem duas turbinas, é mais caro de operar, mas teria melhor performance.

Quem vai arcar com todos esses custos, durante os cerca de 30 anos de vida útil do jato, é a FAB, que considera a questão prioritária.

Pesou também o compromisso de transferência de tecnologia. O Gripen NG é um projeto em desenvolvimento que oferece em tese mais acesso a tecnologias para empresas futuramente parceiras, como a Embraer. Há a promessa genérica de produção final no Brasil, mas de resto o Rafale também diz isso. O problema é que o francês é um produto pronto, supostamente com menor taxa de transferência de conhecimento de produção.

O relatório da FAB não considerou como negativo o fato de o jato sueco ser monomotor, já que em aviões modernos isso é visto com um problema menor na incidência de acidentes.

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Já o Rafale apresentou três obstáculos, na análise da FAB:

1) Continuou com valores considerados proibitivos, ao contrário do que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, havia prometido a Lula.

2) O prometido repasse de tecnologia foi considerado muito aquém da ambição Brasileira. Trata-se de um "produto pronto", que teria, ou terá, dificuldades para ser vendido a outros países a partir do Brasil.

3) A Embraer, consultada pela Aeronáutica, declarou que, se fosse o Rafale, não teria interesse em participar do projeto, pois lucraria muito pouco em tecnologia e em negócios.

O relatório foi feito pela Copac (Comissão Coordenadora do Programa Aeronaves de Combate) e ratificado pelo Alto Comando da Aeronáutica no dia 18 de dezembro.

Jobim voltou ontem à noite a Brasília pronto para se reunir com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito. Oficialmente, para ganhar tempo, a versão do governo é que a FAB ainda não lhe entregou o documento.

O ministro já sabe do resultado desde uma viagem que fez com Saito à China e à Ucrânia, no final do ano. Os dois aproveitaram uma escala justamente em Paris para discutir a questão com o presidente da Copac, brigadeiro Dirceu Tondolo Noro, que, conforme a Folha apurou, foi chamado de última hora a viajar à capital francesa para encontrá-los.

É uma das grandes compras em curso no mundo, e pode bater os R$ 10 bilhões.

Em entrevista à Folha em dezembro, Jobim admitiu que tinha interferido para mudar as regras do relatório da Copac, mas sem assumir que a intenção era evitar que a FAB indicasse um favorito que não batesse com o do Planalto.

Fonte Blog Do Vinna

domingo, 3 de janeiro de 2010

Exército assina acordo que pode viabilizar novo blindado sobre lagartas nacional

Arte ilustrativa, não se trata do modelo em questão, Imagem: Turbo Squid

Da Redação

O Exército Brasileiro, através do Comando Logístico (COLOG), representado pelo Diretor de Material, General Mayer, assinou na última terça-feira (29/12) um contrato no valor de R$ 94,5 milhões com a Fundação Ricardo Franco destinado à execução de serviços de engenharia, de natureza logística e tecnológica, para desenvolvimento, implantação e operação de um Sistema Logístico Integrado (SLI) de apoio à vida útil da família de carros de combate Leopard 1.

O acordo, que tem duração de cinco anos, também prevê a implantação de linhas de pesquisa destinadas a apoiar o desenvolvimento de um futuro blindado brasileiro de transporte de pessoal sobre lagartas.

O Exército Brasileiro está desenvolvendo atualmente, em conjunto com a Iveco, uma nova viatura blindada sobre rodas, chamada de VBTP-MR Guarani.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sikorsky fechou contrato com o Pentágono para fabricar os S-70B da Marinha do Brasil








O Pentágono anunciou o fechamento de um contrato de US$ 163,8 milhões com a Sikorsky Aircraft Corporation de Stratford, Connecticut, para o fornecimento de quatro helicópteros S-70B de guerra antissubmarino e antissuperfície para o Governo do Brasil, sob o FMS (Foreign Military Sales). O trabalho deve ser concluído em junho de 2012.

Fonte:Poder naval


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Exército Brasileiro adquire viaturas de apoio ao sistema Astros II e moderniza os Panteras

Exército Brasileiro adquire viaturas de apoio ao sistema Astros II e moderniza os Panteras

Fonte: DefesaBrasil - Via: Plano Brasil


O Exército Brasileiro contratou a Avibrás para a aquisição de uma viatura AV-VCC e duas AV-PCC, que são viaturas 4×4 baseadas no chassi Unimog U2150L com blindagem leve, navegação por GPS e possibilidade de uso de uma metralhadora 7,62 ou .50 no teto para defesa pessoal.

As viaturas são para apoio ao sistema de artilharia por foguetes Astros II, também fabricado pela Avibrás. O AV-PCC é um posto de Comando e Controle de Bateria, já o AV-VCC é um posto de Comando e Controle de Regimento, e foram adquiridos por R$ 13.900.00,00.

Viaturas AV-VCC e AV-PCC são postos de comando e controle de regimento e de bateria respectivamente.

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Segundo publicação no Diário Oficial, intenção é a “reconstrução/modernização” de 34 aeronaves AS365K(HM-1).

Foi publicado hoje no Diário Oficial da União o Extrato de Inexigibilidade de Licitação referente a “reconstrução/modernização” de 34 aeronaves AS365K(HM-1) Pantera para a Aviação do Exército.
O contrato para as modernizações, no valor de R$ 375.803.725,00, foi assinado com a Helibrás para a execução do serviço que a princípio não tem detalhes divulgados, mas foi publicado também no Diário Oficial da União o extrato relativo a aquisição de motores Arriel 2C2-CG com FADEC para a modernização dos helicópteros AS365K(HM-1).


O contrato de aquisição dos motores foi assinado com a Turbomeca do Brasil no valor de R$ 113.267.396,00.

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Contrato envolve 2.044 unidades do VBTP-MR em um período de 20 anos e é avaliado em R$ 6 bilhões

O Exército Brasileiro e a Iveco Latin America assinaram hoje, 18 de dezembro, acordo para a construção de 2.044 unidades do modelo base da nova família de Veículos Blindados para o Transporte de Pessoal Médio Sobre Rodas (VBTP-MR). Os veículos substituirão os antigos modelos Urutu hoje utilizados pelas Forças Armadas brasileiras. O contrato tem valor previsto de R$ 6 bilhões em 20 anos.

A fabricação do lote de 2.044 unidades tem início previsto para 2012, com término em 2.030. A produção dos modelos acontecerá no Brasil, com alto índice de conteúdo local, o que contribuirá para desenvolver a indústria de defesa nacional. A responsabilidade pela produção será da Iveco. A cadeia produtiva deverá envolver, no País, cerca de 110 fornecedores diretos e até 600 fornecedores indiretos.

O acordo foi assinado em cerimônia realizada no Quartel General do Exército, em Brasília, pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General de Exército Fernando Sérgio Galvão, e o presidente da Iveco Latin America, Marco Mazzu. Também participaram do evento o Comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri, e o presidente da Iveco Defense Vehicles, Pietro Borgo.

O Projeto VBTP está alinhado com o segundo eixo estruturante da Estratégia Nacional de Defesa, relativo à reorganização da indústria nacional de material de defesa, para assegurar que o atendimento das necessidades de equipamento das Forças Armadas brasileiras esteja apoiado em tecnologias sob domínio nacional, proporcionando a geração de empregos diretos e indiretos no País.

Para o Exército Brasileiro, o projeto VBTP-MR significa aumentar a operacionalidade da Força Terrestre, incrementando sua capacidade de atuação nas diversas missões onde a utilização desse tipo de veículo é adequada, apresentando configurações diferentes (transporte de pessoal, reconhecimento, socorro, ambulância, etc) para atender às diversas necessidades operacionais.

DESENVOLVIMENTO NACIONAL

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A família VBTP-MR é fruto da licitação promovida pelo Exército em 2007, vencida pela Iveco, montadora de caminhões do Grupo Fiat com fábrica no Brasil. Um dos fatores decisivos na escolha foi a experiência da empresa neste setor, oriunda da divisão mundial Iveco Defense Vehicles, que projeta, produz e comercializa veículos militares, incluindo modelos similares ao VBTP-MR brasileiro.

O VBTP-MR será uma família de veículos de transporte de 18 toneladas, equipada com motor diesel, tração 6×6 e capacidade anfíbia, capaz de transportar 11 militares. As especificações básicas indicam 6,91 metros de comprimento, 2,7 metros de largura e 2,34 metros de altura. O modelo poderá ser equipado com uma torre armada com operação por controle remoto para diversas aplicações diferentes. O modelo pode ser aerotransportado por um avião do tipo Hercules C-130.

Esta família de blindados está em fase de desenvolvimento. O trabalho vem sendo realizado em conjunto pelo Exército Brasileiro (por meio do projeto Mobilidade Estratégia e pelo DCT – Departamento de Ciência e Tecnologia) e a Iveco, responsável pela fabricação do modelo. Estão também envolvidas no projeto a IMBEL (sistema de comunicações), a ELBIT (sistema de armas) e a Usiminas e Villares (desenvolvimento do aço estrutural balístico nacional).

Cerca de 30 engenheiros e técnicos especializados estão diretamente envolvidos no projeto. O primeiro protótipo está em construção em Minas Gerais e fica pronto no primeiro semestre de 2010. Outras 16 unidades de um lote piloto deverão ser produzidas pela Iveco no Brasil entre 2010 e 2012.

Uma maquete em escala real do VBTP-MR foi demonstrada na Latin America Aero & Defense – LAAD (foto acima), a maior feira de equipamentos militares da América Latina, que aconteceu no Rio Centro, no Rio de Janeiro, em abril de 2009.

Fonte: Forças terrestre

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Mais seis helicópteros Blackhawk para a FAB


FAB compra mais seis helicópteros Blackhawk
Força passará a ter 16 aeronaves do modelo em operação.

Fonte Defesa Brasil

A Força Aérea Brasileira assinou no último dia 3 de setembro um contrato de compra de seis novos helicópteros UH-60L Blackhawk. O negócio de cerca de 73 milhões de dólares é a segunda compra brasileira deste modelo no ano. Em julho, a FAB já havia contratado outras quatro aeronaves fabricadas pela Sikorsky por cerca de 60 milhões de dólares. Com essas compras, a Força Aérea passará a contar com 16 helicópteros do tipo. Atualmente a FAB possui seis UH-60L Blackhawk em operação.

Com a desativação dos H-1H Huey, prevista para 2010, a compra dos Blackhawk faz parte da renovação da aviação de asas rotativas da FAB. A Força também receberá 18 dos 51 Super Cougar encomendados pelo governo brasileiro no acordo com a França

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Os caças do Brasil




Por Cel Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 14 de setembro de 2009.

Artigo especialmente enviado ao Plano Brasil pelo Autor.


“A guerra não é mais para instalar outro modelo econômico: ela é o modelo”. (Dario Azzelini)

- Esclarecimentos – Projeto F-X2
“O Comando da Aeronáutica informou aos fabricantes finalistas do Projeto FX-2 (Boeing, Dassault e SAAB), nesta semana (8/9), que será possível apresentar propostas de melhoria dos quesitos que fazem parte do processo de seleção dos novos aviões de caça para a defesa do país.

Em nota divulgada nesta semana, o Ministério da Defesa informou que a negociação com os três finalistas prossegue com a possibilidade de aprofundamento e redefinição das propostas apresentadas”.

- Caças

“Não podemos comprar um avião caça sem possuir a tecnologia e é justamente porque pensamos em produzir uma parte deste avião no Brasil. Temos uma importante empresa que é capaz de fazê-lo”. (Presidente Luiz Inácio Lula da Silva)

A corrida armamentista, como sempre, devido aos valores astronômicos envolvidos, é carregada de escândalos, tramas de toda ordem, declarações estapafúrdias por parte das autoridades e argumentos inverossímeis dignos de um enredo de 007. Mas desta vez, achamos, que as tratativas estão tomando o rumo certo.

A França resolveu rever o alto custo dos 36 caças Rafale, ponto mais desfavorável aos franceses na disputa com os fornecedores suecos (da Saab) e americanos (da Boeing), e, também, conceder ao Brasil exclusividade nas vendas do jato na América Latina para que o acordo seja firmado.

Os americanos reagiram, imediatamente, e informaram ao governo brasileiro que a proposta de transferência de tecnologia só foi aprovada pelo Congresso norte-americano no último dia 5 setembro.

“A Missão dos Estados Unidos no Brasil recebeu diversas indagações sobre a situação da proposta da Boeing para a concorrência dos caças FX-2. Entendemos que uma decisão final ainda não foi tomada em relação ao vencedor do contrato. O F/A-18 Super Hornet é um caça de avançada tecnologia testado em combate e acreditamos que é o melhor em comparação com seus concorrentes. O governo dos EUA apóia totalmente a venda do F/A-18 Super Hornet à Força Aérea Brasileira.

(…) Isso significa que a aprovação do Governo dos Estados Unidos para transferir ao Brasil as tecnologias avançadas associadas ao F/A-18 Super Hornet é definitiva. O governo aprovou também a montagem final do Super Hornet no Brasil.”

- Submarinos nucleares

Segundo o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia: “A questão essencial nessa escolha (submarinos franceses) é a troca de tecnologia, que os outros países não fizeram. Não vamos mais às compras, mas vamos co-produzir os nossos armamentos. E isso tem importância para o atual quadro de defesa da América do Sul”.

“O Brasil está prestes a adquirir da empresa estatal francesa DCNS (Direction des Constructions Navales Services) cinco submarinos pagando dez vezes o valor que poderia desembolsar se tivesse aceitado a proposta da empresa privada alemã HDW (Howaldtswerke-Deutsche Werft)”.

(O GLOBO)

O jornal O Globo, não menciona que a proposta alemã era apenas para a construção de dois submarinos convencionais (propulsão diesel-elétrica) e que a Marinha alemã não pode transferir tecnologia de construção de submarinos nucleares porque simplesmente não a possui.

A proposta francesa, por sua vez, inclui a construção, no Brasil, de quatro submarinos convencionais, que, através de transferência de tecnologia, capacitarão o País fabricar seus próprios submarinos com propulsão nuclear.

A proposta inclui, também, a construção de um estaleiro para a fabricação de submarinos e de uma nova base naval, para os submarinos nucleares. A tecnologia nuclear do submarino será integralmente nacional, desenvolvida pela Marinha do Brasil.

- Cel Gélio Fregapani

Mais uma vez me socorro da lucidez e do conhecimento estratégico militar de meu caro amigo Coronel Gelio Fregapani sobre a análise sobre a compra dos caças e submarinos nucleares pelo governo brasileiro transcrevendo parte de se Comentário nº 50, de 13 de setembro de 2009.

- Si Vis Pacem Bellum (Cel Gélio Fregapani)

“Se nosso objetivo é dissuadir, torna-se imperioso fazer com que o preço de qualquer agressão seja mais caro do que o possível lucro. Isto inclui a capacidade de causar danos na defesa e a capacidade de retaliar. Dentro dessas premissas, concluímos:

1. A melhor forma de dissuadir uma agressão é poder responder (retaliar) com um ataque nuclear. Quem tiver armas atômicas e meios de lançá-las sobre o país do agressor, estará livre de ataques militares e até mesmo de pressões insuportáveis. Submarinos nucleares sempre terão sua importância, mas só serão eficiente arma de dissuasão se dotados de mísseis com ogivas nucleares, capazes de atingir, das proximidades da costa, centros vitais do país agressor. Aumentando as tensões, teria que ‘viver’ no mar, incógnito, para evitar ser destruído no porto.

2. Se tratando de aviões, os únicos que poderiam retaliar seriam os Sukoy russos, pela autonomia. Para o combate, como plataformas de tiro, melhores ou piores, todos cumprem satisfatoriamente suas missões. O desempenho depende mesmo é do armamento e dos ‘avionics’. Contra um inimigo infinitamente superior, independente do tipo da aeronave, não teríamos chance de vitória ou de causar dano expressivo, mas provavelmente os nossos seriam destruídos ainda em terra. Neste caso a sobrevivência dependerá do sucesso em ocultar o local de guarda, o que favoreceria a escolha de aviões de pouso e decolagem vertical, mesmo em detrimento de outras características. Ainda assim, quaisquer dos que comprarmos serão úteis para manter a respeitabilidade entre e os vizinhos e, principalmente, para inibir (e combater), firmas de segurança tipo Blackwaters e Halliburton eventualmente contratadas pelas ONGs indigenistas para garantir a independência das reservas.

3. Em terra, não há como se enfrentar, em campo raso, exércitos infinitamente superiores, mas podemos desafiá-los com guerrilhas na selva, nas cidades e nos sertões, desde que haja população brasileira no local. Ainda que seja mínima a capacidade de retaliação – a não ser sobre os aliados do país mais forte – a capacidade de causar dano, de cobrar um preço caro demais pela agressão, dependerá de adequarmos o armamento, o equipamento e os procedimentos para a nova realidade.

A mobilidade ainda crescerá de importância, mas não as blindagens; motociclos e ‘boogies’ armados com mísseis devem substituir os dispendiosos e vulneráveis carros de combate (tanques). De vital importância serão os mísseis portáteis e as armas manejadas e controladas a distância, as minas e o jogo de sensores. Entretanto a chave da vitória será sempre a existência de uma população local, armada e imbuída de decisão de defender a Pátria. Só isto que deixa uma região inconquistável.

Isto evidencia o erro estratégico de interditar a fronteira aos não-índios. Só poderemos reverter a bobagem que fizemos, permitindo garimpos nas reservas”.

- Parceria com a França (Cel Gélio fregapani)

“Há lógica na definição da parceria militar com a França. Lógica, comercial, mas principalmente política. A França e o Brasil se unem, não contra os EUA, mas de alguma forma para fugir da sua influência.

Na época da bipolaridade, razões históricas e geográficas nos colocaram como aliados menores (satélites) dos EUA, o que, se não foi vantajoso pelo menos cumpriu a finalidade da segurança. Com a queda do mundo comunista, todos ficaram na incomoda posição de subordinação à hegemonia Norte-Americana, reconheçamos, bem mais suave do que as anteriores, mas nela não mais havia motivo para contemporizar com seus aliados e se ampliaram as desconfianças pré-existentes na medida em que disputavam o controle dos recursos naturais. Mesmo antes da crise, o futuro já apontava para uma tendência ao poder multipolar, cada grupo com um líder e seus satélites.

Numa comparação doméstica, Colômbia e Peru aprofundam a sua ligação com os EUA, aliás, de dependência. A Venezuela, o Equador e a Bolívia voltam-se para a Rússia, em alianças também desequilibradas, enquanto o Brasil tende a optar pela França, formando um bloco onde ambos os parceiros tem a mesma importância.

A orgulhosa França secularmente procura não se submeter a hegemonias, mas mesmo sendo um dos mais sofisticados tecnologicamente, não dispõe de base física para, sem alianças, ser um dos pólos de poder mundial. O Brasil, um país continental, com a Amazônia, mercado crescente, com produção agrícola, biocombustíveis e agora com o pré-sal, sem falar das maiores jazidas de urânio do planeta, torna-se para a França, o parceiro ideal. Poderia também ser o parceiro ideal para outras potências tecnológicas sem a base física, pois nenhum bloco pode ser significativo sem os recursos naturais de um país-continente. Foi uma questão de escolha.

Na parceria houve interesse estratégico. Para nós, a certeza da transferência de tecnologia propiciará o avanço que almejamos e em troca a França certamente visa, mais do que a mercados, ao acesso a recursos naturais escassos no mundo, entre os quais, sou capaz de apostar, o urânio. Vale lembrar que a França é uma potência nuclear. Por que não podemos ser também?

Prosseguindo esta parceria como esperamos, será formado um novo centro de poder a altura dos demais, mas onde os parceiros serão iguais e complementares”.


Solicito Publicação

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

domingo, 13 de setembro de 2009

Exército entra na fila do reaparelhamento



Pacote prevê gastos de R$ 2 bilhões a cada ano durante uma década. Modernização passa por aquisição de 150 mil fuzis FAL, 400 blindados, radares e sistemas de vigilância, entre outros itens

BRASÍLIA – Depois das promessas de a Marinha receber novos submarinos e a Força aérea Brasileira (FAB) caças supersônicos, o Exército entrou na fila do reaparelhamento com um plano de gastos orçado em R$ 20 bilhões em dez anos. O Exército, de acordo com militares, enfrenta problemas de falta de munição e até diminuiu o expediente como forma de economizar recursos.
O pacote de reaparelhamento, que prevê gastos de pelo menos R$ 2 bilhões por ano será encomendado a empresas brasileiras. Mas, para vingar, o plano não poderá ser atingido pela tesoura do Ministério do Planejamento, responsável pelo contingenciamento do Orçamento da União.

A modernização do Exército passa pela troca dos 150 mil fuzis FAL, que estão com mais de 40 anos de uso, uma nova família de 400 blindados, modernização e repotencialização dos cerca de 1,5 mil carros de combate, compra de radares de baixo e de longo alcance, construção de 28 novos pelotões de fronteira – dentro do projeto Amazônia Protegida – e aquisição do sistema integrado de vigilância e monitoramento de fronteiras. O sistema integrado está incluído no acordo militar com a França e custará cerca de US$ 2,7 bilhões.

A situação orçamentária do Exército é considerada grave pelos militares. Do orçamento aprovado para este ano, de R$ 2,4 bilhões, R$ 580 milhões estão contingenciados trazendo complicações para as operações rotineiras.
HAITI

A tropa que substituirá os 1,3 mil militares que estão no Haiti, em fevereiro do próximo ano, poderá não estar suficientemente adestrada. De acordo com o Exército, são necessários R$ 90 milhões para treinar esse contingente, mas só R$ 58 milhões chegaram à Força até agora.

Uma das consequências disso é que os militares que embarcarão para o país caribenho, como integrantes da Força de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), deveriam haver disparado em exercícios militares pelo menos 200 tiros reais, mas só conseguiram efetuar até agora 50 disparos. O motivo é a falta munição.

Diante do constante aperto que o Exército vem enfrentando nos últimos anos, os estoques estratégicos foram sendo usados para treinamento e praticamente se esgotaram, o que é considerado uma temeridade pelos próprios militares. A Força está com problemas também em seu estoque de munição pesada.

Para segurar as despesas, o Exército já suspendeu o expediente nas manhãs de segunda-feira e tardes de sexta, e novas medidas ainda poderão ser anunciadas.

Força terrestre precisa de rede de satélites

Roberto Godoy

O Comando do Exército não incluiu em sua lista de compras o projeto que pode colocar a maior das três Forças na vanguarda da tecnologia militar – um centro de controle e uma rede de observação, produção e análise de imagens por satélite. O plano evolui há cerca de cinco anos e já tem alguns resultados práticos. A unidade de monitoramento por satélite da Embrapa, em Campinas, que presta serviços de processamento de imagens para o Exército, foi transferida para um prédio novo, na área da Brigada de Infantaria Leve. A agência reúne o melhor time de especialistas do País nesse campo. Considerado o território nacional mais os limites estratégicos, totalizando mais de 10 milhões de quilômetros quadrados, a adoção de um sistema de vigilância e acompanhamento de alta precisão a partir de um conjunto de olhos e ouvidos digitais mantidos em órbita é essencial. Os equipamentos listados como prioritários pelo comando, de fuzis aos sensores eletrônicos para controle do arco norte-noroeste representam a consolidação de necessidades explicitadas desde o ano 2000. Os mais novos blindados brasileiros têm cerca de 20 anos. Os FAL foram adotados em 1967. E, pela primeira vez, haverá radares terrestres de alcance variável no inventário da tropa.

sábado, 12 de setembro de 2009

Empresas terão até 21 de setembro para entregar nova proposta sobre caças

Brasília, 11/9/09- A empresa francesa Dassault terá até o próximo dia 21 de setembro para formalizar junto à Força Aérea Brasileira uma nova proposta comercial para os caças Rafale que esteja compatível com os parâmetros referidos pelo presidente francês Nicolas Sarcozy. A data limite vale também para que as outras duas empresas concorrentes –Boeing (F-18) e SAAB (Gripen NG) – apresentem eventuais propostas que busquem equiparar-se à francesa.

A expectativa da FAB é concluir o processo de análise técnica até o fim de outubro, para que as informações sejam entregues ao ministro da Defesa, que as conduzirá ao Presidente da República. Ao presidente caberá fazer a análise política e estratégica e tomar a decisão final.

“Agora, têm que ser avaliadas as propostas. Os compromissos que o presidente Sarkozy fez terão que se transformar em ofertas da própria Dassault”, explicou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, na última quinta-feira. “O importante é que há uma decisão política do presidente da República de ampliar a sua aliança estratégica com a França. … para que essa decisão política possa ser executada, vai depender da Dassault e também das outras, porque aí você precisa ter comparativo”, disse o ministro.

Jobim avaliou que o processo está seguindo seu curso normal e rebate as críticas dos que afirmam que houve precipitação do governo ao anunciar a preferência pelo Rafale, dentro das condições conversadas com o governo francês. “Quem se precipitou foi aquele que concluiu alguma coisa que não foi dita, tanto é que o presidente disse “vamos retomar as negociações”.

Durante a entrevista coletiva concedida pelos presidentes Lula e Sarkozy, em 7 de setembro, diante da insistência dos jornalistas em saber se haveria ou não cancelamento das negociações com os concorrentes da Dassault, o presidente respondeu: “Os nossos companheiros trabalharam até quase duas horas da manhã. Eu sequer tive tempo de fazer uma reunião com o Ministro da Defesa para discutir toda a profundidade das discussões que eles tiveram. O que significa, claramente, é o que está na nota, nada mais e nem menos que isso, ou seja, nós decidimos começar as negociações para a compra do Rafale.”

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
(61) 3312-4070/4071

Vencedor de projeto para NaPaOc da MB sai em 2010

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O primeiro NaPaOc (Navio Patrulha Oceânico) da MB deve entrar em serviço em 2011. O quinto e último do primeiro lote, em 2015.

Os cinco NaPaOc devem sair por R$ 800 milhões, valor que inclui a a compra do projeto e a transferência de tecnologia de construção. Os navios serão construídos em estaleiros privados.

O projeto favorito parece ser o de origem alemã (FASSMER OPV 80), de 1.700 toneladas de deslocamento, o mesmo da classe do PZM Piloto Pardo, da Marinha do Chile, mostrado nas fotos.

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sistemas de navegação Sperry Marine para novos NaPa 500

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A Northrop Grumman, que já havia fornecido os sistemas para as duas unidades em finalização, fornecerá também para as quatro recém-licitadas, com opção para mais seis.

A divisão Sperry Marine da Northrop Grumman Corporation’s informou que foi selecionada, pela Marinha do Brasil, para fornecer sistemas de navegação no estado da arte para quatro novos Navios Patrulha de 500 toneladas (NaPa 500 - classe Macaé) da Força, com opção para mais seis.

Serão fornecidos sistemas integrados baseados na tecnologia de navegação de nova geração VisionMaster FT(tm), incluindo consoles, displays, radares, sensores de direção e velocidade, ecobatímetros, controle de direção, gravadores de missão e outros. Sistemas de fibra óptica MK 27F de referência de atitude e proa serão fornecidos conforme um contrato separado.

A Sperry Marine já havia ganho contratos para fornecer os mesmos sistemas para os dois primeiros NaPa 500, em fase de conclusão para entrega. A empresa informou que tem mais de 30 anos de relacionamento com a Marinha do Brasil.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Felicitacion pour le bon travail, monsieur Sarkozy

Sarkozy está de parabéns, o 07 de Setembro certamente será uma data inesquecível para os Franceses e Brasileiros.

Brasil e França assinaram importantes memorandos de entendimentos e contratos de transferências de tecnologias sencíveis, importantes não só para o Brasil que precisa se reaparelhar e portanto procurava um parceiro fiável e disposto a ceder tecnologias capazes de prover a industria nacional a capacidade de projetar e construir seus próprios sistemas de armas, como para França que buscava uma nação amiga e um parceiro político ideológico desprovido de pretenções de dominações hegemônicas.

A França sai vitoriosa neste 7 de Setembro, pois encontrou um parceiro comercial, militar e ideológico, capaz de sustentar a luta pela multipolarização do poder global e ainda apoiar a indústria de defesa francesa que vinha sofrendo embargos, pressões econômicas e políticas em todas as suas recentes concorrências.

Sarkozy aproxima-se do Brasil com uma proposta de parceria estratégica de longo prazo, e não apenas com a oferta de produtos militares. Propõe e defende abertamente a inclusão do Brasil nos forum mundiais contrariando até mesmo os seus aliados mais próximos, europeus que temem a ascenção de uma nova potência americana ( Há dois séculos atraz a França apoiou a que hoje é a maior potencia mundial, a história tende a se repetir).

O projeto Brasil França prevê negócios e parcerias em todas as áreas como transporte, educação, defesa, agricultura, aeroespacial, naval, científico e econômico, é um plano de estado para muitos anos e não somente uma parceria temporária e promessa de governo atual como as demais propostas apresentadas ao Brasil, país este, chamado para resolver problemas como as gerras mundias, crises econômicas entre outras, entretanto após passada a tempestade é relegado ao papel secundário pelos seus principais aliados.

Chegou a hora do Brasil parar de pedir para ser ouvido, e o acordo com a França é uma resposta ao tratamento até então vigente.

Bienvenue monsier Sarkozy, que esta aliança seja duradoura e frutífera.

Negócios com a França

Como é sabido as Força Armadas Brasilerias estão passando por um processo de expansão e revitalização, e neste contexto, apesar da negativa constante das autoridades brasileiras, o plano estratégico Brasil/ França parece sim influenciar nas decisões de aquisições de equipamento militares e doutrinas das Forças Armadas para os próximos 30 anos.

Tudo indica que a França passe a se tornar o maior fornecedor de equipamentos militares ao Brasil, o qual tornar-se-á o segundo usuário de equipamentos de origem francesa, perdendo apenas para a própria França, como é óbvio.

Neste contexto importantes negócios foram fechados como o do tão aguardado FX, programa de reaparelhamento da força de caçadores da FAB, entretanto outras negociações estão em curso e poderão elevar facilmente as cifras envolvidas para a ordem de centenas de milhões de euros nos próximos 30 anos.

F-X

No 7 de Setembro o Ministério da Defesa anunciou a escolha do Dassault Rafale F3 como futuro caça da Força Aérea Brasileira, em negociação estariam 36 aeronaves mas que apartir de 2014 poderão chegar à 150 caças num valor estimado de US$ 15 bi.

O número de caças pode ainda ser maior uma vez que, por se tratar de uma aeronave capaz de pousar e decolar de Navios Aeródromos, o Rafale será muito provavelmente escolhido pela Marinha do Brasil para equipar os seus grupos de caças embarcados que deverão substituir os atuais A-4.

H-X

Com a transferência da linha de produção para o Brasil, a França promete produzir em Itajubá MG, todas as 50 aeronaves EC-725 Caracal encomendados pelas Força Armadas Brasileras, há potencial e demanda para encomendas posteriores.

Sabe-se por exemplo que a demanda do pré-sal exigirá o uso de aeronaves do porte do EC-725 para o transporte de funcionários que trabalharão em alto mar nas cidades flutuantes da infra estrutura de exploração de petróleo.

Além disso, a Erurocopter aposta ainda no desenvolvimento do primeiro helicóptero projetado e desenvolvido no Brasil, uma promessa muito bem recebida pelas autoridades Brasieliras.

SSN e SSK

No 7 de setembro foi assinado ainda os acordos para o desenvolvimento do Submarino Nuclear Brasilerio, projetado e construído em parceria com a DCNs e que seria segundo algumas fontes, baseado no projeto do futuro submarino nuclear de ataque Francês da Classe Suffren ou Barracuda.

Informações recentes dão conta de que o o modelo brasilerio será maior e o casco terá também um diâmetro maior que o do Francês. A França se compromete aconstruir a Base naval e a infraestrutura de apoio aos nucleares, instalações complexas e que devem atender a níveis elevados de segurança.

Fora isto, estará sendo transferido ao Brasil a capacidade de desnvolver seus próprios submarinos, todos os navios serão construídos em solo brasileiro. O contrato de construção do primeiro submarino já foi acertado e deverá estar em operação em 2021. A Marinha do Brasil pretende operar pelo menos 5 submarinos nucleares até 2035, esta arma será o divisor de águas na história naval Brasileira.

scorpene_fp1_jpg7337fd4c-170f-404d-8145-08a1f72d917cLargeTurbo Squid

Com a pretenção de ampliar a sua frota de submarinos, a marinha do Brasil lançou mão da aquisição dos submarinos SSK da classe Scorpène, dos quais 4 já fora encomendados, estima-se que a Marinha pretenda adiquiri um segundo lote de 5 navios elevando para 9 o total de Scorpene na Força Naval.

Tal como os nucleares, os SSK serão produzidos no Brasil, sendo que as primeiras unidades terão peças e componentes construídos na França.

Oportunidades Futuras

Além dos acordos supra citados, existe ainda uma gama enorme de oportunidades as quais as indústrias francesas podem lograr-se vencedoras, as concorrências para o reaparelhamento militar brasileiro poderão ser prevalecidas (embora as autoridades brasileiras contestem) pela afinidade Brasil França, o que pode pesar nas decisões..

Patrulheiros costeiros e off shore

A demanda do pré sal exigirá o incremento do número de meios disponíveis para patrulha, vigilância e socorro, já foram firmados contratos para a construção de 8 patrulheiros NAPA 500 e espera-se a aquisição de até 27 destes navios para a patrulha e vigilância, os navios estão sendo construídos no Brasil e integram sistemas brasileiros.

Futuramente a Marinha abrirá a concorrência para a aquisição de um patrulheiro off shore que destina-se a patrulha a longo raio, a DCNs oferece como proposta a moderna e flexível família Gowind de corvetas e OPV.

Estima-se que sejam necessários pelo menos 5 navios, mas unidades adicionais poderão ser adiquiridas no futuro.

Escoltas

As Fragatas Steatlh FREMM estão na concorrência para as futuras escoltas da Marinha do Brasil, estima-se que será aberta em breve a concorrência para aquisição e construção no Brasil de 10 navios sendo 4 dedicados a defesa Anti-aérea e 6 para emprego geral.

As moderníssimas FREMM são apontadas como favoritas juntamente com as coreanas KDX II, estima-se que a Marinha necessitará de lotes posteriores, a DCNs está na concorrência e pretende abocanhar esta importante encomenda.



Navio de Assalto

É de conhecimento geral que a Marinha do Brasil pretende adiquirir navios de assalto e de apoio logístico e neste contexto a moderna classe de BPC franceses Mistral apresenta-se como uma possibilidade de aquisição, os navios são modernos e econômicos, o custo de aquisição também é surpreendentemente baixo e são uma alternativa interessante.

Estima-se que a Marinha do Brasil pretenda adquirir pelo menos 2 destes navios reforçando assim a sua capacidade de assalto e apoio a operações no exterior.

Navio Aeródromo

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Entre muitos estudos em andamento prevê-se a substituição lá por 2020 do Navio aeródromo São Paulo, e neste caso um dos fortes candidatos a sua substituição é um outro projeto Francês o do Porta Aviões Nuclear da classe Charles De Gaule.

O modelo oferecido para o Brasil se situaria na faixa de 40000 toneladas e seria movido a propulsão convencional. Com a escolha do Rafale pela FAB, torna-se mais fácil a escolha deste vetor como caça naval o que aumenta as chances da DCNs em emplacar o De Gaule convencional para aMarinha do Brasil uma vez que os caças seriam compatíveis com o Nae.

Recentemente foi noticiado que a Marinha avalia a possibilidade no futuro de operar até 2 NAe e a DCNs está de olho nesta oportunidade.
Sistemas de Armas.
Uma vez escolhidas as plataformas e vetores, abre-se uma gama ainda maior de oportunidades para a indústria Francesa, já que serão necessárias as aquisições de armamentos para estes.

Uma vez escolhidos os submarinos DCNs a marinha do Brasil optou pelos torpedos Black Shark um dos mais modernos torpedos do mundo, estas armas deverão equipar a força de submarinos da Marinha do Brasil.

Outras armas a serem adiquiridas para os submarinos serão os Mísseis de ataque naval SM-39 Exocet que juntamento com a sua variante de lançamento aérea e de superfície equiparão a Marinha do Brasil.

A MBDA dispõe-se ainda a coperar no desenvolvimento do futuro míssil nacional de ataque naval o MAN-1 que está sendo desenvolvido com acessoria francesa, o MAN-1 terá um perfil muito semelhante aos mísseis franceses supra citados.

Ainda no campo de mísseis, existe uma necessidade tanto da Marinha quanto do Exército para aquisição de mísseis de médio e longo alcance, e neste campo os modelos Aster 30 e 15 também configuram-se como fortes candidatos.

Tanto a Marinha, ( Escoltas) como o Exército que procura equipar-se com uma divisão de defesa Anti-Aérea necessitam de baterias de mísseis de defesa desta categoria e pode estar ai uma oportunidade casada de negócios..

UCAV- VANT C

Um dos pré requisitos do programa FX é a transferência de tecnologia para capacitação da indústria nacional de projetar o seu futuro caça de 5ª Geração, entretanto este caça poderá não ser um avião tripulado podendo ser saltado do atual Rafale, 4.5 G para um 6G diretamente.

Neste contexto o Dassault Neuron aparece como candidato forte, e a participação do Brasil num programa como este está agora facilitada pela vitória do Rafale na concorrência do FX.

Satélite Geo-Estacionário

Estão abertas as negociações e os Franceses veem com interesse a necessidade do desenvolvimento do programa de satélites geoestacionários para fins militares e civis do governo Brasileiro, existe uma possibilidade grande de negócios.

A pouco falou-se inclusive da possibilidade de entrada do Brasil no programa de satélites de posicionamento global europeu GALILEU, o GPS europeu.

COBRA/ FELIN

Não é segredo que o programa do soldado do futuro ou COBRA (COmbatente BRAsileiro), será baseado no projeto francês, FELIN, este sistema visa dotar o soldado de capacidade de operação em ambientes de rede dos mais modernos, equipados com armamentos em estado de arte.

O COBRA será desenvolvido em conjunto com os Franceses e visa equipar as unidades de infantaria do exército dos mais avançados sistemas de armas, situacional e comunicações disponíveis.

Sumário

Este é apenas um resumo dos projetos e possibilidades das quais os Franceses tem interesses em cooperar com Brasil. Existem outros acordos e negociações que ainda estão em andamento.

A parceria estratégica com a França prevê intercâmbios em diversos campos e promete ser algo antes nunca experimentado por ambas as Nações.

Parabéns à Sarkosy que conseguiu implementar uma guinada político estratégica em seu país escolhendo o Brasil como aliado preferencial em todos os variados campos não somente no militar. O 7 de Setembro, o dia mais improtante para a história do Brasil, o da sua independência sela também o dia e que foram assumidos os compromissos mais importantes para a estratégia de Geo Política de ambas as nações, que de mãos dadas esperam moldar o futuro segundo suas visões.

Pode-se dizer que no “Ano da França no Brasil”, a França veio para ficar…

Brasil fabricará o Rafale e poderá vende-lo a America Latina e Africa

Brasil fecha negócio com França para a compra de 36 caças Rafale

Jornal Digital - PNN Portuguese News Network

O Brasil aproveitou a deslocação do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, para entrar na fase final das negociações com a França para a compra de 36 caças de combate Rafale.

França estava à procura do primeiro comprador dos jactos Rafale no exterior. Disputando o negócio com a americana Boeing e com a sueca Saab da venda de 36 aviões para a renovação da Força Aérea brasileira, a França conseguiu vencer.

Sarkozy embarcou de regresso à França com contractos para fornecimento de equipamentos militares ao Brasil no valor global de cerca de 12,5 mil milhões de euros - 6,7 mil milhões de submarinos, 1,8 mil milhões para helicópteros e 4 mil milhões de euros dos caças.

O Governo de Lula da Silva revelou que a decisão de negociar com a Dassault, fabricante francesa do Rafale, se deveu, em grande parte, ao compromisso assumido por Sarkozy de comprar uma dúzia de aviões de transporte militar KC-390, que serão fabricados no Brasil pela Embraer, num contrato avaliado em 500 milhões de euros, segundo fonte francesa.

O Brasil terá optado pelo Rafale «levando em conta a amplitude das transferências de tecnologia propostas e das garantias oferecidas». Os dois presidentes deixaram claro que França e Brasil serão, a partir de agora, «parceiros estratégicos no domínio aeronáutico».





BRASIL E FRANÇA - Interesses em jogo

Zero Hora

Frota renovada para proteção das riquezas

A explicação para o acordo com a França é de que o Brasil precisa renovar a frota da Marinha para ter condições de proteger as megarreservas nacionais de petróleo. Até 2020, o Brasil pretende ter a maior e mais poderosa força naval da América Latina, com submarinos, fragatas, navios leves e corvetas, além de mísseis de longo alcance, torpedos, aviões e helicópteros de tecnologia avançada.

Negócios vão além da área militar

A França vê no Brasil um parceiro comercial que vai além dos negócios envolvendo a área militar. Para os franceses, o Brasil é visto como plataforma na qual suas empresas poderão produzir e vender para toda a América Latina. Entre os focos de interesse estão a venda de reatores para as quatro novas usinas nucleares planejadas pelo Ministério de Minas e Energia até 2030.

Reforço para entrar no G-8

Dos países ricos, a França é o que mais respalda as ambições brasileiras. Ao destacar a importância econômica do Brasil, Sarkozy tem defendido que o G-8 (integrado pelos sete países mais ricos e a Rússia) aceite o ingresso de pelo menos outras cinco nações – estariam na lista Brasil, China e Índia.

– O mundo precisa que o Brasil ocupe o lugar que é seu – afirmou o presidente francês em um de seus encontros com Lula.

Apoio no Conselho de Segurança

Um dos principais projetos internacionais do governo Lula é garantir uma vaga permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Mais uma vez, Sarkozy entra como um dos aliados do Brasil.

– É inconcebível imaginar que se possa falar nas principais questões mundiais sem consultar um único país africano, um só país da América do Sul – afirmou anteriormente o francês.



Rafale F-3 Dassault (França)
Raio de combate 1.800 km
Velocidade máxima 2.100 km/h
Motores 2 (sNeCMa M882)
Peso máximo de armamentos 8 toneladas
Ponto forte: Foi muito usado no Afeganistão, além disso o Brasil já tem aliança na área com a França: está comprando helicópteros e submarinos e o avião possui versão naval capaz de ser usada pela marinha no porta aviões São Paulo. Ponto fraco: É apontado por especialistas como o mais caro e só a França usa o equipamento.

Brasil pode vender aviões de combate franceses na América Latina, diz Amorim

Fonte: Uol

A França ofereceu ao Brasil a possibilidade de vender na América Latina os aviões de combate Rafale, caso estes sejam escolhidos em uma licitação na qual também concorrem empresas de Suécia e Estados Unidos, disse hoje o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

O Governo federal anunciou hoje, por ocasião da visita oficial ao Brasil do presidente da França, Nicolas Sarkozy, que negociará a aquisição de 36 aviões GIE Rafale, produzidos pela empresa francesa Dassault.

A sueca Saab disputa a licitação com o modelo Gripen, enquanto a americana Boeing concorre com o F-18 Super Hornet.

Amorim disse à imprensa que "o principal atrativo da oferta francesa é a transferência real de tecnologia", o que não apenas representa "o acesso ao conhecimento, mas também o acesso livre a todo tipo de operação".

O chanceler explicou que os caças franceses seriam construídos de forma conjunta no Brasil, que por sua vez poderia comercializá-los no resto da América Latina.

O resultado oficial da licitação será anunciado em outubro, mas tudo indica que o Governo brasileiro deve optar pelos GIE Rafale.

Em comunicado conjunto, os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Nicolas Sarkozy, destacaram que almejam transformar ambos os países em "parceiros estratégicos no domínio aeronáutico", setor no qual possuem "vantagens importantes".

Os dois chefes de Estado também firmaram hoje um acordo para a construção conjunta de cinco submarinos, um deles de propulsão nuclear, e de 50 helicópteros.

Nos dois casos, são modelos franceses que serão construídos no Brasil, que vai comprar os primeiros equipamentos, mas que depois terá liberdade para comercializá-los no mercado da América Latina.

Esse é, definitivamente, o Ano da França no Brasil

Alexandre Garcia: Brasil avalia que tradicional parceria com os EUA tem cerceado o comércio e o desenvolvimento tecnológico.

Bom Dia Brasil - G1




Se alguém ainda tinha dúvidas, agora não tem mais. Este é mesmo o ano da França no Brasil.

O governo brasileiro avalia que a tradicional parceria com os Estados Unidos tem cerceado o comércio e o desenvolvimento tecnológico do Brasil. Também avalia que uma parceria sul-sul a nada levaria e que parcerias com os demais emergentes não seriam confiáveis, porque cada um trataria de seus próprios interesses. Optou pela França, que também adota uma posição diferente em relação às demais potências do Hemisfério Norte, desde De Gaulle.

A compra de armas é apenas uma cabeça de ponte para uma parceria bem maior. Ontem, os presidentes Lula e Sarkozy pronunciaram a mesma frase: pensar juntos, criar juntos, construir juntos, vender juntos.

No caso bélico, a França reserva o mercado africano e sul-americano para os helicópteros e aviões aqui fabricados. Ainda ontem o laboratório francês Sanofi-Pasteur anunciou a entrega de 18 milhões de doses de vacina contra a gripe; a GDF-Suez anunciou um acordo com a Eletrobrás e a Eletronuclear para exploração de usinas nucleares, transferência de tecnologia e desenvolvimento de recursos humanos. Também foi anunciado o financiamento de um veículo sobre trilhos para transporte urbano na capital do Brasil.

O presidente Lula falou em outra independência com o pré-sal, mas a contar as intenções de aproximação com a França, a outra independência parece ser de alguns laços com os Estados Unidos. As cores azul, branca e vermelha que a fumaça dos aviões da “patruille de france” jogou sobre a Esplanada em Brasília são bem simbólicas.

Escolha do Rafale para a FAB pode também beneficiar a MB

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A Marinha do Brasil também poderá lucrar com a escolha do caça Rafale para a FAB. Um lote de Rafales F1 poderá ser adquirido pela MB, pois a aeronave já operou no PA Foch (atual NAe São Paulo).

O Rafale pode operar no navio-aeródromo brasileiro configurado para operações de defesa aérea (CDF), dentro do limite de peso da catapulta e do aparelho de parada.

Se o Rafale for mesmo adquirido pela MB, a modernização dos AF-1 Skyhawk talvez possa ser cancelada.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sarkozy assiste a desfile e assina acordo bilionário com governo brasileiro

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vinheta-clipping-navalBRASÍLIA - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, assistiu nesta segunda-feira o desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, como convidado de honra. Ele chegou ao Brasil na noite de domingo para assinar uma série de acordos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o objetivo de fabricar submarinos e helicópteros com tecnologia francesa.

Pelo acordo, a Marinha brasileira vai aprender com os franceses a construir um submarino movido a energia nuclear. Na compra também estão incluídos quatro submarinos convencionais e uma frota de helicópteros para Força Área. Mas dessa visita ainda pode sair outro negócio de bilhões de reais.

Em entrevista à imprensa francesa, o presidente Lula confirmou o favoritismo dos caças franceses. Disse que as negociações para a compra dos aviões caça para a Força Aérea estão adiantadas, com uma condição:

- Para nós, a compra dos caças tem um componente que para o Brasil é sagrado: transferência de tecnologia e possibilidade de produzir partes do avião no Brasil.

O acordo de cooperação militar que os presidentes da França e do Brasil formalizam nesta segunda dá início ao ambicioso programa de reaparelhamento das Forças Armadas. Até 2020 o Brasil terá a maior e mais poderosa força naval da América Latina, equipada com submarinos, fragatas, navios leves, corvetas - um volume estimado em 35 unidades - além de mísseis de longo alcance, torpedos, aviões e helicópteros de tecnologia avançada.

Lula e Sarkozy devem assinar o acordo logo após o desfile na Esplanada dos Ministérios. O desfile começou às 9h. Lula chegou no Rolls Royce presidencial, acompanhado de sua mulher Marisa Letícia, depois de passar em revista as tropas. Logo depois o presidente seguiu para a tribuna de honra, localizada nas imediações do Ministério da Defesa, para as honras militares. Cerca de 3,6 mil pessoas participam do desfile, que tem um público estimado 50 mil pessoas.

Brasil è o primeiro comprador internacional do Rafale

Caça francês desbanca concorrentes sueco e americano

Concorrendo com o Saab Gripen e do Boeing F/A-18E Super hornet, o caça francês Dassault Rafale venceu o F-X2 da FAB. O avião já era considerado o favorito, embora não tivesse obtido nenhuma vitória nas concorrências que participou.

O caça bimotor francês, que rivaliza com o Eurofighter Typhoon, surgiu como ACT (Avion de Combat tactique) e ACM (Avion de Combat Marine), destinado a substituir os Jaguars da Armée d l’Air e os Crusaders e Super Etendards da Aéronavale.

O primeiro vôo do protótipo demonstrador de tecnologia Rafale A aconteceu em 4 de julho de 1986, propulsado ainda por turbinas norte-americanas GE F404, pois as turbinas francesas, desenvolvidas para ele, não tinham ainda alcançado a maturidade requerida. Somente no início de 1990 é que aconteceu o primeiro vôo com uma turbina SNECMA M88.

Os protótipos Rafale C01 (monoplace para a Força Aérea), Rafale M01(monoplace naval), e Rafale B01 (biplace para a Força Aérea) voaram em maio de 1991, dezembro de 1991, e abril de 1993, respectivamente.

Uma célula de testes, na configuração Rafale M, foi entregue ao CEAT de Toulouse em 10 de dezembro de 1991, para testes de fadiga em terra. Entre aquela data e 2 de março de 1993, foram completados mais de 10.000 vôos simulados, incluindo 3.000 catapultagens e 3.000 pousos a bordo. A validação estrutural foi atingida em 15 de dezembro de 1993.

Inicialmente, o Rafale B era para ser apenas um treinador, mas as experiências da Guerra do Golfo e do Kosovo mostraram que um segundo tripulante era inestimável em missões de ataque e reconhecimento e, sendo assim, mais Rafale Bs foram encomendados, substituindo alguns Rafale Cs. Foi decidido que 60% dos aviões seriam biplaces e a Aéronavale, que inicialmente não tinha encomendas de aeronaves de dois lugares, também quis obtê-los; a decisão, no entanto, foi posteriormente cancelada pela Marinha.

Prejudicado pela falta de recursos

As demandas do Governo Francês pela redução de custos levaram à suspensão do programa Rafale em novembro de 1995 e o bloqueio dos fundos em 1996.

Os planos para três versões do Rafale em níveis diferentes de sofisticação foram abandonados, e substituídos por uma versão padrão e outra de exportação, com três softwares (F1, F2 e F3) de missão sendo introduzidos progressivamente nos aviões em produção.

Inicialmente as Forças francesas esperavam receber 294 aviões: 232 para a Força Aérea e 60 para a Marinha. Mas, com passar do tempo e a elevação dos custos, este número caiu para somente 120 Rafales.

Os aviões estão sendo entregues em três lotes distintos, sendo a encomenda mais recente a do final de 2004, para 59 Rafales, embora o Ministério da Defesa francês tenha revelado que este número pode cair para 51 aeronaves, com o mesmo “custo global” . Foi mencionado o sacrifício de 8 a 12 aeronaves para permitir a introdução de novas versões dos sensores desenvolvidos pela indústria francesa.

O Rafale M teve prioridade na produção inicial pela necessidade de substituição dos velhos Vought F-8 Crusader da Aéronavale. As primeiras entregas começaram em 2001, com o primeiro esquadrão, Flotille 12, formado em 18 de maio de 2001. A unidade iniciou as operações no NAe Charles de Gaulle em 2002, tornando-se plenamente operacional em 25 de Junho de 2004, depois de uma extensa opeval (avaliação operacional), que incluiu vôos de escolta e missões de apoio aéreo na Operação Enduring Freedom, no Afeganistão.

Suíte eletrônica

Dois sistemas eletrônicos principais foram desenvolvidos para o Programa Rafale: o radar multimodo de varredura eletrônica RBE2, e o sistema de auto-proteção SPECTRA.

O RBE2 (Radar à Balayage planos Electronique 2) é uma radar desenvolvido durante os anos 90. É um equipamento do tipo PESA (passive electronically scanned array), considerado inferior aos AESA mais recentes, como o AN/APG-79 do F/A-18E/F do Super Hornet. Por isso está sendo desenvolvida a versão RBE2-AA (active array), que deverá entrar em serviço em 2012.

Diz-que o RBE2 pode rastrear até 40 alvos simultaneamente e engajar 8 deles, com alcance máximo em torno de 120km, para alvos do tamanho de um caça.

O sistema defensivo do Rafale é o SPECTRA, uma suíte de sistemas defensivos que combina sensores capazes de acusar emissões de laser e de radiação eletromagnética, lançadores de chaff e de flares, interferidores eletrônicos para “jammear” sistemas inimigos e detectores de lançamento de mísseis guiados por infravermelho.

O Rafale também tem um sistema eletro-óptico Thales/SAGEM OSF de busca e rastreamento infravermelho, instalado no nariz da aeronave.

Alto custo de desenvolvimento e preço salgado

Segundo algumas fontes, o custo total do Programa do Rafale foi de € 28 bilhões (cerca de US$ 38 bilhões), o que se traduz em um custo unitário de cerca de € 95 milhões. Só o desenvolvimento da versão de exportação, Rafale Mk.2, custou €1,3 bilhão!

O “flyway price” de 2006 era de € 51,8 milhões (cerca de US$ 72,5 milhões) para a versão da Força Aérea, e € 56,6 milhões, para a versão naval.
Nas concorrências de Singapura e Coreia do Sul, o Rafale foi oferecido por US$ 95 milhões.

Até agora, avião não tinha vencido nenhuma concorrência internacional

Apesar de vários países terem demonstrado interesse no Rafale, o avião não conseguiu vencer nenhuma concorrência. Em 2002, o Rafale competiu com o Boeing F-15K para o F-X da Coréia do Sul, mas acabou perdendo. Em 2005, o Rafale perdeu novamente para o F-15, na disputa pelo melhor caça para a Real Força Aérea de Singapura.

Em 2006 foi anunciado que a Líbia queria comprar de 13 a 18 Rafales por US$3,4 bilhões, mas o negócio não foi concretizado. Em 2007, o Rafale também participou de uma concorrência no Marrocos, perdendo para o F-16.

NOTA do BLOG: o subtítulo da matéria é o cumprimento de uma promessa feita no ano passado a um leitor do Blog, quando foi utilizada a palavra “desbancaram” numa matéria sobre derrota internacional sofrida pelo Rafale no Marrocos, frente aos F-16. Apesar da situação ser diversa, prometemos ao leitor utilizar a palavra quando o Rafale ganhasse sua primeira competição internacional.

SAIBA MAIS:

domingo, 6 de setembro de 2009

7 de setembro - aeronaves que participarão das comemorações em Brasília

Mirage 2000

Quando começar o canto do Hino Nacional, na abertura do Desfile de 7 de Setembro, em Brasília, sete aeronaves da Esquadrilha da Fumaça vão atravessar a Esplanada dos Ministérios, sentido Congresso-Torre de TV, riscando no céu da capital do país as cores da bandeira nacional.

Na sequencia, durante o desfile da tropa da Força Aérea Brasileira, sobrevoarão a Esplanada dos Ministérios aeronaves de caça, de transporte e de reabastecimento em voo. Veja a ordem de passagem:

Aviação de Caça

- 04 F-2000 Mirage
- 04 F-5M
- 04 A-1 AMX

Aviação de Caça e Reabastecimento em voo

- 01 KC-130 Hércules
- 02 F-2000 Mirage
- 04 A-29 Super Tucano

Aviação de Transporte

- 03 C-105 Amazonas
- 02 VC-97 Brasília
- 02 VU-9 Xingu
- 02 C-95 Bandeirante

Amazônia: Marinha Brasileira cria nova esquadra



Amazônia: Marinha Brasileira cria nova esquadra

Via Blog do Mesquita

A Marinha do Brasil prepara a criação de uma segunda esquadra. Já decidiu que a base será o mais próximo possível da foz do Rio Amazonas.

É uma mudança estrutural, a primeira do gênero em 115 anos, desde que Floriano Peixoto, o segundo presidente do período republicano, confinou a esquadra nacional ao Rio de Janeiro por razões políticas.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O acordo do submarino francês Scorpène transferirá tecnologia inédita para o programa nuclear brasileiro


Rumo à Independência

O acordo para a compra do submarino francês Scorpène com transferência de tecnologia, vai significar um salto inédito no programa nuclear brasileiro
Justificar
Por Sergio Lirio - Carta Capital - Via NOTIMP FAB

Um óbvio simbolismo reveste o encontro entre o presidente Lula e seu colega francês Nicolas Sarkozy no próximo 7 de setembro. Para as Forças Armadas, e a Marinha em particular, a assinatura do acordo que vai permitir a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro representa uma nova e definitiva independência, do ponto de vista estratégico. A oportunidade perseguida há mais de três décadas para controlar uma tecnologia dominada atualmente por apenas outras cinco nações do planeta. Para o resto da sociedade, será o início de uma caminhada que cedo ou tarde nos levará a um dilema: o Brasil pode aspirar a uma maior liderança no mundo sem montar um arsenal militar moderno e temível, o que inclui, ao menos, dominar o processo de fabricação de uma bomba atômica?

Não se trata de mania de grandeza nem de um debate trivial. O País tem uma tradição pacifista expressa de maneira rara. A Constituição brasileira é uma das únicas a registrar o compromisso do uso da tecnologia nuclear para fins pacíficos. Não só somos signatários do tratado de não proliferação de armamentos atômicos, o TNP, como figuramos entre os poucos Estados nacionais a incluir unidades militares entre as passíveis de fiscalização pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), num claro sinal de boa vontade cooperativa. Além disso, vistos o PIB, a renda e nossa reduzida, embora crescente, importância no cenário internacional, tratar do assunto pode soar como delírio ou patriotada de quem veste uniforme militar.

Mas eis o que diz um civil, o professor Eurico de Lima Figueiredo, coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense e presidente da Associação Brasileira de Estratégia de Defesa: “Pessoalmente, acho que em cinco ou dez anos a sociedade terá de dizer se quer ou não uma bomba atômica, independentemente de sermos signatários do TNP. É um passo natural de nossa independência nuclear. E isso terá de ser debatido por civis, dentro de regras democráticas”.

Segundo ele, caso as previsões otimistas em relação à economia brasileira se concretizem, teremos o quinto maior PIB do mundo em duas decadas, seguindo passos dos demais BRIC, e muitos interesses a defender. "Se a China, a Índia e a Rússia querem, porque não desejar um poderio militar?", pergunta o acadêmico.Figueiredo, como muitos especiastas civis e como sugere a Estratégia Naciona de Defesa em discussão no Congresso Nacional, defende que o governo não ratifique nenhum novo adendo ao TNP. Uma nova versão do tratado em discussão pretende ampliar as restrições ao uso de técnicas nucleares, inclusive em apliações civis.

O deputado federal José Genoino (PT-SP), conhecedor de assuntos militares, também defende a recusa do Brasil em assinar novos adendos ao tratado, embora não veja nenhuma necessidade de o País almejar a construção de um arcenal nuclear. "Como está n Cnstução, nosso interesse é dominar a tecnologia para fins pacíficos. Dominar esse ciclo de produção pode trazer ganhos expressivo à indústria", afirma Genoino. "A política de defesa adequada ao País é a dissuasória, não de confronto. Mas que quer se projetar precisa ter uma força condizente com posição que almeja. "O TNP foi criado e 1968 e previa, em sua origem, o completo desarmamento de países-signatários. Isso nunca aconteceu, apesar de o tratado ter passado por diversas ratificações ( a França e a China, por exemplo, recusaram a assinar a versão de 1992). O Brasil assinou TNP em 1995. Nove anos depois, em 2004, a tentativa de um observador da AIEA de olhar uma centrífuga de beneficiamento de urânio provocou mal-estar diplomático. O observaor, que violou a regras, fo obrigado a dixr o País.

Ainda que aparentemente prematura, a possibilidade de o Brasil obter avanços no setor nuclear e a forma como poderá e desejará usar os conhecimentos no futuro estão no centro do debate sobre o acordo com a França. A União vai pagar 6,8 bilhões de euros (perto de 21 bilhões de reais) por quatro submarinos convencionais do modelo Scorpéne e o casco de um nuclear, adaptado às exigências da Marimha. Entre outros quesitos, a versão brasileira será cinco vezes maior que a original, o que permite mais tempo debaixo da água. O valor inclui também a construção de um estaleiro e de uma base apropriados. E o mais importante, segundo a Marinha, prevê a transferência de tecnologia de fabricação de um submarino de propulsão nuclear, dominada por um clube restrito de países. Entenda-se: o Brasil está comprando um equipamento movido a energia nuclear e não equipado com armas atômicas.

O valor da transação e certas circunstâncias da negociação têm provocado críticas ao acordo. Nem sempre bem fundamentadas. E o caso, por exemplo, de comparar as ofertas da França e da Alemanha. A nossa atual frota de submarinos (menor do que a do Peru: 5 contra 6) é formada por equipamentos construídos pela HDW. A empresa alemã ofereceu ao governo brasileiro novas unidades por um décimo do valor pedido pela DNCS, a estatal francesa. O Brasil estaria então pagando caro pelos Seorpéne?

Não necessariamente. De acordo com a Marinha, é impossível comparar as duas ofertas. Primeiro, por um motivo trivial: o preço de 680 mi1hões de euros da HDW diz respeito a apenas duas unidades e não quatro convencionais – sem contar o protótipo do nuclear. Segundo, por um fator decisivo: em decorrência dos tratados assinados após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha não possui armazenamentos atômicos. Portanto, mesmo se desejasse, a HDW não teria como transferir ao Brasil a tecnologia ou mesmo fornecer um submarino nuclear.

Só quatro países, além da França, poderiam fazê-lo. Os Estados Unidos, donos de uma frota de 95 submarinos nucleares, fabrica os modelos mais avançados. Mas o congresso americano veta a transferência de qualquer tecnologia na venda de equipamentos militares. Outra opção seria o Reino Unido, descartado por motivos semelhantes aos dos EUA. Restam a Rússia e a China, mas nenhum dos dois emergente se dispõe a compartilhar seus conhecimentos com o Brasil.

Há também uma duvida sobre o grau de transferência de tecnologia ofertado pelos franceses. Como o motor a propulsão será desenvo1vido por militares brasileiros, questiona-se o que então a Marinha está comprando de novo. “Há uma complexidade tecnológica que envolve a construção do casco e de partes internas do submarino. Não dominamos a técnica", explica Figueiredo. “Se o nosso programa nuclear não tivesse ficado estagnado nos últimos vinte anos, provavelmente as chances de desenvolver um projeto nacional, neste momento, seriam maiores. Mas isso não aconteceu e o acordo com a Franca é uma boa maneira de pular etapas do processo."

Jairo Cândido, diretor do Departamento de Defesa da Federação das Industrias de São Paulo, concorda: “Daremos um salto tecnológico de anos, senão de anos-luz. E com participação efetiva da industria nacional".

Para montar submarinos nucleares e operá-los no futuro, um novo estaleiro e uma nova base naval serão erguidos ao custo de 1,8 bilhão de euros, já contabilizados no preço; o total de 6,8 bilhões de euros. O local escolhido é uma área próxima ao Porto de Sepetiba, em Itaguaí, no Rio de Janeiro. A construção e a administração do complexo ate o fim da montagem do primeiro submarino nuclear serão feitas por uma Sociedade de Propósito Especifico formada pela francesa DNCS (49%), a brasileira Odebrecht (50%) e a Marinha (1%, além da golden share que lhe da poder de veto). Após essa fase, os termos da sociedade serão rediscutidos. As instalações vão permitir o apoio a dez submarinos e a construção de duas unidades de forma simultânea.

O arsenal da Marinha, no Rio de Janeiro, localizado praticamente embaixo da ponte Rio-Niterói serve para fabricar os atuais submarinos convencionais, mas não refine as condições de abrigar uma estrutura nuclear. Ha restrições ambientais, de profundidade e de segurança, pela proximidade com uma região densamente povoada. Tampouco existem outros estaleiros preparados no Pais. A área total do porto em Itaguaí terá perto de 980 mil metros quadrados. Será preciso construir um aterro hidráulico de 410 mil metros quadrados. Por razões de segurança, a Marinha não da detalhes do projeto arquitetônico do estaleiro e da base. Sabe-se, porém, que os galpões onde serão fabricadas as partes do equipamento no Brasil devem seguir os contornos do submarino, para maior segurança.

Desde os anos 90, a Marinha estuda áreas para erguer o estaleiro. Itaguaí acabou escolhida por questões logísticas. Fica próxima da Nuclebrás e das usinas de Angra, que já possuem um plano para emergências nucleares, e do eixo Rio-São Paulo. Além disso, esta localizada em uma área já degradada e com poucos moradores, o que facilita o processo de ocupação e obterção de licenças ambientais.

Segundo os militares, houve uma decisão do governo brasileiro de transferir aos franceses a escolha dos fornecedores nacionais que vão participar do projeto. Além da Odebrecht, cerca de 30 empresas vão produzir 36 mil itens do submarino, entre eles as baterias, que pesam 300 toneladas. O índice de nacionalização, parte do acordo de transferência de tecnologia, ficará em torno de 20%. “Acertou-se que tudo com prego igual ou menor do de fornecedores franceses seria produzido no Brasil. Mas, apesar de solicitada, a Marinha recusou-se, sequer, a indicar empresas possíveis, haja vista que qualquer indicação seria inevitavelmente forte de controvérsias futuras", afirma em nota o centro de comunicação social. Em termos civis: os militares quiseram evitar que o projeto se transformasse em uma guerra judicial sem-fim entre fornecedores brasileiros capaz de comprometer as obras.

Uma dúvida legitima é levantada no Congresso pelo deputado federal Júlio Delgado (PSB—MG), crítico do acordo com a França: um único submarino nuclear fará diferença na defesa do litoral? "Vários especialistas afirmam que estaríamos mais protegidos se, com esse dinheiro, comprássemos dez submarinos convencionais e os espalhássemos pela costa",diz o deputado. “Além disso, a Marinha não tem certeza de quando o nuclear estará ativo. Já vi documentos com varias datas diferentes: 2014, 2016, e agora 2021 (ou 2022). Como podemos aplicar tanto dinheiro sem saber quando o submarino vai entrar em operação?" Há meses Delgado tenta, sem sucesso, levar o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a uma audiência na Câmara para discutir a transação.

A Marinha responde que não há comparação entre os convencionais e os nucleares. Os primeiros, movidos por motores elétricos e a diesel, precisam subir a superfície a cada cinco ou sete dias para recarregar, apesar de modelos mais modernos possuírem autonomia maior. Isso faz deles alvos mais fáceis e limitam tanto a profundidade quanto o percurso. Já os nucleares podem, em tese, ficar cerca de seis meses no fundo do mar. Em tese, pois sua autonomia esta relacionada a capacidade da tripulação de permanecer confinada. Sua capacidade de despiste e deslocamento é incomparável. "Por suas características, o submarino nuclear é muito mais adequado as necessidades do Brasil", rebate Genoino.

Segundo o professor Figueiredo, o Pais precisaria de, no mínimo, cinco submarinos nucleares em sua frota para defender a costa. A zona econômica exclusiva marítima, chamada pelos militares de Amazônia Azul, cobre 4,4 milhões de quilômetros quadrados. Mais de 90% do petróleo extraído no Brasil sai do mar (isso hoje, sem a exploração do pré-sal), assim como 95% do comércio exterior é realizado por navios. Uma razão técnica também pesa. Após esgotar seu ciclo de utilização, um submarino nuclear precisa de um a dois anos de recuperação no estaleiro para poder voltar a ser usado com eficiência.Dos 95 dos EUA, 35 estão em operação e 30 estão retornando aos mares para substituir parte da frota em atividade. “Mas, concluído o primeiro, será mais rápido fabricar outros", afirma o acadêmico.

Quanto a indefinição da data suscitada pelo Delgado, parece haver uma explicação simples. A Marinha tem sido evasiva em relação início da operação do submarino por questões estratégicas. Não há nenhum sentido em anunciar antecipadamente ao mundo quando o equipamento estará em pleno funcionamento.

Como se disse, pela importância relativa atual do Brasil, chega a ser cômico alimentar certas teorias conspiratórias, a exemplo do frenesi que contagiou parte da esquerda latino-americana quando os Estados Unidos anunciaram no ano passado a reativação da IV Frota, responsável por patrulhar o Atlântico Sul e desativada desde 1950. "Nada em defesa é por acaso", afirma Genoino. E ele parece ter razão. Negligente com a América do Sul nos anos Bush, os Estados Unidos tem enviado recados a sua zona de influência abaixo do Equador. Enquanto a IV Frota passeia pelos mares, o governo Obama fecha com a Colômbia de Álvaro Uribe a instalação de bases americanas, em substituição à área antes ocupada no Equador.

O fato de Lula e Sarkozy assinarem o acordo dos submarinos fere muito mais do que os interesses comerciais da Alemanha, que perderá un1 cliente estratégico no Hemisfério Sul. Os norte-americanos nos prefeririam que a Marinha brasileira não tivesse acesso a tecnologia francesa. E, quando pode, direta ou indiretan1ente, Washington tenta fazer prevalecer suas opiniões. Basta lembrar que, em 2005, os EUA, fornecedores de componentes, vetaram a venda dos aviões SuperTucanos da Embraer a Venezuela e ao Irã. Hugo Chávez acabou por fechar um contrato com a Rússia, reinaugurando um clima de Guerra Fria na América do Sul.

Sarkozy, por sua vez, diante da chance de recuperar algum prestigio internacional após a crise financeira, busca um parceiro estratégico entre os emergentes. Para seduzir Lula, o presidente francês tem prometido defender a inclusão do Brasil no Conselho de Segurança da ONU e na consolidação de nosso papel em um G-7 ampliado. E um arranjo, até o momento, conveniente a ambas as partes.

Realmente, do ponto de vista de Washington, há gente demais querendo invadir seu quintal. Antes de Sarkozy, o russo Vladimir Putin e o chinês Hu Jintao trataram de ampliar sua área de influência na região a partir do eixo bolivariano Caracas-La Paz-Quito. E não se trata apenas de uma questão territorial. Tem a ver com dinheiro.

A compra dos submarinos Scorpène terá efeitos inegáveis sobre outro negócio vultoso em curso, a compra de 36 caças pela Aeronáutica brasileira. Avaliada em 2,2 bilhões de dólares, a transação envolve três concorrentes. Os americanos oferecem o F18, sem transferência de tecnologia. Os suecos têm o Gripen e até se dispuseram a discutir acordos tecnológicos, mas um veto americano, via Israel, fornecedora de partes do avião, dificulta o desenrolar das negociações. A França disputa com o Rafale, da Dassault, sócia da Embraer. Ate 2006, o negócio tendia para o lado dos franceses, mas o projeto acabou indo parar na geladeira e só agora, após a apresentação da Estratégia Nacional de Defesa, voltou a ser discutido.

Genoino defende que também nesse caso o Brasil guie suas compras pela obtenção de pacotes tecnológicos. E lembra o caso do Sistema de Vigilância da Amazônia, o Sivam, comprado dos Estados Unidos no governo Fernando Henrique Cardoso (quem se lembra dos grampos que derrubaram Xico Graziano, apelidado "O Corvo", antes de o mandato de FHC completar seis meses?). Por conta das restrições impostas pelos americanos, diz o parlamentar, o País esta proibido de repassar ate mesmo dados e informações a vizinhos compartilham áreas da floresta.

Modernizar as Forcas Armadas é importante, mas o domínio da tecnologia nuclear deve ser analisado para além da ótica militar. Não se pode minimizar seus riscos à saúde e a segurança civil, como bem lembrou o Greenpeace em recentes manifestações contra o acordo com a Franca, mas também não se deve ignorar os avanços que podem proporcionar ao desenvolvimento do Pais.

Caso deseje realmente ser mais relevante no debate planetário, o Brasil precisa entender as conexões entre investimentos em defesa e desenvolvimento econômico. A energia nuclear é um dos tripés da criação de um complexo industrial-militar, completado pelas comunicações e as pesquisas aeroespaciais. "A própria França é um exemplo. A DNCS é estatal, mas opera como empresa privada. E desenvolve produtos civis e militares ao mesmo tempo. No Brasil, a Embraer segue esse modelo", afirma Guilherme Camargo, presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben). "A Estratégia Nacional de Defesa, em tramitação no Congresso, é histórica, entre outros pontos, por reconhecer essa conexão."

Em 2004, 17% dos investimentos em pesquisa nos Estados Unidos foram feitos em projetos militares. A média mundial foi de 10%. Segundo o professor Figueiredo, 50% dos ganhadores norte-americanos de prêmios Nobel foram financiados por programas das Forcas Armadas, enquanto em outros países o porcentual é de 30%. Muito do conforto ou de tratamentos médicos não existiria sem as pesquisas na área de defesa. A internet, o GPS, o raioX e a espuma que reveste colchões são alguns poucos exemplos.

Na área nuclear, o potencial brasileiro é imenso. As reservas de urânio do Pais são estimadas em 800 mil toneladas. Só o Cazaquistão e a Austrália teriam mais. Mesmo as comprovadas 309 mil toneladas nos colocam em posição privilegiada. Com os planos de aumento de produção, o excedente em 2012 chegará a 1,2 mil toneladas por ano, segundo a Aben. O suficiente não só para abastecer a demanda de submarinos nucleares, mas para erguer novas usinas de energia, reduzir a importação de isótopos usados na medicina e melhorar técnicas agrícolas. E refletir sobre aquele dilema levantado no início deste texto: queremos ou não construir armamentos atômicos?